A inteligência artificial representa uma das mais profundas transformações da nossa era — com impacto transversal na economia, na ciência, na cultura, na segurança e nas finanças. Mas além do que uma revolução tecnológica, é um desafio ético e institucional que exige regulação, responsabilidade e visão partilhada.
Portugal acompanha este caminho com ambição e comprometimento. A nova Agenda Nacional de Inteligência Artificial, estruturada em torno da inovação, do talento e da infraestrutura, é um compromisso claro com um futuro em que a tecnologia serve o bem comum.
Neste contexto, os Revisores Oficiais de Contas têm uma responsabilidade acrescida: garantir que os dados não substituem o juízo, que os algoritmos não anulam a ética, e que a eficiência não compromete a justiça. A vossa profissão, pela exigência técnica e pelo rigor ético que a define, é chamada a ser uma referência na aplicação responsável da IA. Não apenas como utilizadores, mas como guardiões da confiança num tempo de mudança.
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