Conclusão do processo de venda do Novobanco
- Venda do novobanco aos franceses do BPCE foi concluída hoje
- Estado português e Fundo de Resolução encaixam 1.673 milhões de euros com operação
- Encaixe da venda mais dividendos já pagos permitem ao Estado e Fundo de Resolução recuperar cerca de 2 mil milhões de euros
O Estado Português congratula-se com a conclusão da operação de venda do novobanco ao segundo maior grupo bancário francês, o BPCE - Banque Populaire et Caisse d'Epargne, tendo ocorrido hoje a última fase do processo, relativa ao pagamento e à respetiva transferência das ações.
Nos termos do acordado no Memorando de Entendimento, de junho de 2025, e no subsequente Acordo de Adesão ao contrato de venda do novobanco, em outubro de 2025, o preço final de aquisição, a 31 de dezembro de 2025, foi fixado em 6,5 mil milhões de euros, o que implica um rácio price-to-earnings de 7,85 com base no resultado líquido de 828 milhões de euros, de 2025. Com o aumento do capital próprio do novobanco, durante os primeiros quatro meses de 2026, o preço total de aquisição ascende a 6,7 mil milhões de euros, a 30 de abril de 2026.
Considerando que o Estado Português e o Fundo de Resolução (FdR) detêm 25% do capital do Novobanco, tal operação implicará um encaixe financeiro de 1.673 milhões de euros (906 milhões para o FdR e 766 milhões para ETF) para o Estado.
Para o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, a conclusão desta operação é um sinal da confiança dos investidores internacionais na economia nacional e no nosso país. “A venda do novobanco, a um dos maiores grupos bancários à escala europeia, permite-nos encerrar um capítulo conturbado da nossa história, demonstrando credibilidade e capacidade de recuperação. Apesar dos desafios deste processo, concluímos esta operação com sucesso, salvaguardando o mais importante: a estabilidade do sistema financeiro português.”
O Governo português acredita que o compromisso do Grupo BPCE com Portugal sairá reforçado com esta operação, não só na consolidação e criação de emprego, mas em particular no apoio e financiamento aos cidadãos, empresas e à economia nacional, salvaguardando os níveis de concorrência no sistema bancário português.
Com o encaixe desta venda, a que se somam os dividendos já pagos pela instituição, o Estado português e o Fundo de Resolução conseguem recuperar cerca de 2 mil milhões de euros dos fundos injetados na instituição.
