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2024-10-21 às 13h11

Governar é «tratar da vida de todos olhando para a vida de cada um»

Inauguração de unidades de saúde e Junta de Freguesia em Caxarias, Ourém
Primeiro-Ministro Luís Montenegro e Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, inauguram polo de saúde na freguesia de Caxarias, Ourém, 21 outubro 2024 (foto: Gonçalo Borges Dias/GPM)
«Gosto de definir as nossas responsabilidades no Governo como estando a tratar da vida de todos, olhando para a vida de cada um», disse o Primeiro-Ministro Luís Montenegro na cerimónia de inauguração dos polos da Unidade de Cuidados de Saúde de Ourém em Rio de Couros e em Caxarias e do edifício da Junta de Freguesia de Caxarias. 

Luís Montenegro acrescentou que «estamos a olhar para o País, mas a atender à circunstância de cada uma das pessoas, que, muitas vezes, estão numa fase mais adiantada das suas vidas e que queremos tenham uma vida preenchida, com saúde, tranquilidade, evitando a solidão, o que pressupõe que, no que é mais fundamental no dia-a-dia, o Estado esteja presente».

Serviço aos cidadãos

No caso da saúde «temos procurado incrementar o princípio de que os cidadãos devem estar à frente de qualquer preocupação ideológica». «Na unidade de saúde de Rio de Couros, uma das mais pequenas do País, está uma enfermeira em permanência e um médico aposentado que dá 20 horas do seu esforço ao abrigo do projeto Bata Branca». Este polo junta a unidade local de saúde, o Ministério da Saúde, a sociedade civil, no caso a Santa Casa da Misericórdia, e o município. 

Afirmando que na situação presente de falta de médicos, «podemos aproveitar e acolher no serviço nacional de saúde o que há na sociedade e dar uma resposta ao cidadão», referiu que «perdem tempo os que se distraem a discutir se isto é privado, social, público. Isto é o serviço nacional de saúde ao cidadão» não interessando a ligação administrativa ao setor público. 

«A sociedade que queremos é a que junta a instituição social, os poderes públicos e um médico para dar uma resposta às pessoas. E se tiverem um problema mais grave, já saem dali referenciados para uma outra unidade», disse ainda na cerimónia em que esteve acompanhado pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

16,8 mil milhões de euros

Luís Montenegro sublinhou que «temos todos, a começar pelo Primeiro-Ministro, obrigação de transformar os 16,8 mil milhões de euros que investimos na saúde no próximo ano em cuidados de saúde efetivos e acessíveis às pessoas. É demasiado dinheiro para não se repercutir em melhores serviços, sabendo nós a pressão e a incompreensão que há». 

Presentemente, há vários hospitais que estão ou vão avançar (no caso do do Algarve, «um projeto com 20 anos que vamos tirar do papel»), há «20 unidades de saúde em construção e outros programas para tirar a pressão dos grandes hospitais», através de tecnologias, nomeadamente digitais.

Obras e serviços

O Primeiro-Ministro disse também que «a vida diária dos portugueses passa muito mais por obras e serviços» como os que inaugurou «do que pelas conversas nas televisões, jornais, rádios», havendo «uma grande diferença» entre o «que se diz no espaço público e o pulsar da sociedade».

Luís Montenegro disse que as unidades de cuidados de saúde de proximidade «servem uma quantidade limitada de cidadãos, mas evitam que tenham de se deslocar muitos quilómetros, que oferece uma resposta perto de casa, qua quando não está perto, agrava muitas vezes o problema de saúde, mas sobretudo, agrava o sentimento de intranquilidade das pessoas».

E referiu que a Unidade de Saúde Familiar modelo C, mencionada pelo Presidente da Câmara de Ourém, é «mais uma forma de potenciarmos a complementaridade da capacidade instalada nos setores público, social e privado, ao abrigo da gestão eficiente dos dinheiros públicos e do serviço ao cidadão».