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2023-10-26 às 13h14

«Hoje, mais do que nunca, é necessário construir pontes»

Primeiro-Ministro António Costa discursa no fórum da iniciativa europeia Global Gateway, Bruxelas, 23 outubro 2023
«Hoje, mais do que nunca, é necessário construir pontes. Quando alguns erguem muros, quando outros começam guerras, quando outros fazem ataques terroristas, nada como darmos as mãos, ajudar a construir a paz e o desenvolvimento, e a paz e o desenvolvimento só se constroem se a prosperidade for partilhada», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa.

O Primeiro-Ministro discursava na cerimónia de encerramento do fórum sobre a iniciativa europeia Global Gateway, criada para fomentar o investimento especialmente em regiões menos desenvolvidas de África e da América Latina, em áreas como transportes, digitalização, energia, saúde, educação e investigação.

No fórum, que se reuniu em Bruxelas, António Costa disse que «desafios globais exigem respostas globais» pelo que «só com uma forte e estreita parceria à escala global aproveitaremos bem as oportunidades que a transição digital e ecológica podem dar para promover o desenvolvimento sustentável, a capacitação e o comércio».

António Costa referiu exemplos de parceiras de empresas portuguesas com parceiros africanos e latino-americanos, como os corredores logísticos digitais entre o porto de Sines e portos de Angola e do Brasil e a rota marítima transatlântica para o México.

«Além de promover a resiliência energética e industrial da Europa, estes projetos criarão riqueza e emprego nos parceiros estratégicos em África e na América Latina, garantirão a partilha de tecnologia e know-how e contribuirão para transições digitais e climáticas mais justas dos dois lados do Atlântico», disse também.

O Primeiro-Ministro disse ainda que, na Europa e em Portugal, «temos de inovar no que diz respeito aos mecanismos financeiros para apoiar investimentos da Global Gateway de uma forma sustentável, um modelo que Portugal já está a aplicar no quadro das suas relações bilaterais com Cabo Verde», através da «transformação da dívida pública em investimentos climáticos».