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2020-07-27 às 16h01

Verba para aquisição de obras de arte contemporânea pelo Estado vai subir para 650 mil euros

Ministra da Cultura, Graça Fonseca, na apresentação das obras compradas em 2020 para a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Lisboa, 27 julho 2020 (Foto: João Bica)
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, anunciou que, no próximo ano, a verba para aquisição de obras para a Coleção de Arte Contemporânea do Estado será de 650 mil euros, mais 150 mil do que em 2020, sendo a intenção de que até ao final do mandato esse valor chegue a um milhão de euros.

A Ministra, que discursava na apresentação das 65 obras de 57 artistas nacionais adquiridas em 2020 pela Comissão para Aquisição de Arte Contemporânea, afirmou que estas aquisições representam um investimento de 500 mil euros, mais 200 mil que no ano anterior. 

Graça Fonseca sublinhou que «estas cerimónias ganham um especial sentido porque, a cada ano, temos reafirmado e posto em prática um compromisso continuado de investimento na Coleção de Arte Contemporânea do Estado». 

E acrescentou que «as 86 obras adquiridas por esta Comissão entre 2019 e 2020 serão apresentadas numa grande exposição, durante o primeiro semestre do ano que vem».

Política de aquisições retomada

A Ministra lembrou que em 2019, com a inscrição de 300 mil euros no Orçamento do Estado, foi recuperada «uma política pública de aquisições que não acontecia há quase vinte anos» e, «mais que isso, posicionámos essa política em estreita ligação com artistas, curadores e galerias». 

A criação da Comissão foi uma «decisão inédita e inovadora que procurou um envolvimento ativo da comunidade artística nas políticas públicas para a cultura, algo que nunca antes tinha acontecido nesta dimensão e que considerámos essencial para que o trabalho da Comissão pudesse ser representativo, democrático e de verdadeiro serviço público», disse.

Graça Fonseca disse ainda que esta Coleção, «não apenas como um número que cresce, mas como um motor que dinamiza e divulga a arte contemporânea portuguesa, espelhando a sua heterogeneidade e projetando-a com criatividade, sustentabilidade e inovação». 

É, também, «uma Coleção que é verdadeiramente nacional porque representa tanto os artistas consagrados, como aposta no trabalho dos mais jovens».