União Europeia oficializa Lei Europeia do Clima
Esta era uma das principais prioridades do semestre português na presidência do Conselho da União Europeia

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na cerimónia de assinatura da Lei Europeia do Clima, Bruxelas, 30 junho 2021
Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na cerimónia de assinatura da Lei Europeia do Clima, Bruxelas, 30 junho 2021
O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a Lei Europeia do Clima «é certamente o ponto alto da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia» no que diz respeito à área do clima e da energia.
Em Bruxelas, na cerimónia de assinatura do texto final que aponta o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2050, o Ministro destacou que a legislação «garante a continuação da liderança» internacional da União Europeia em matéria climática e «marca bem aquilo que é também o futuro económico» do continente.
«Para conseguirmos atingir estas metas, não temos de voltar atrás, temos mesmo de definir um futuro diferente daquilo que foi o nosso passado, com uma grande capacidade de investimento na sustentabilidade. A economia vai crescer, vai gerar bem-estar para os nossos concidadãos europeus, mas vai crescer investindo na sustentabilidade», disse Matos Fernandes.
Identificada como uma das principais prioridades do semestre português, a legislação em questão prevê que a Europa se torne o primeiro continente neutro em carbono do mundo, ao atingir a neutralidade climática até 2050, prevendo-se que, a partir desse ano, produza emissões negativas.
A nova legislação estabelece também um corte de 55% nas emissões de gases com efeito de estufa até 2030, relativamente aos níveis de 1990, e prevê a criação de uma nova meta intermediária para 2040, que será definida com base num orçamento indicativo para gases com efeito de estufa.
O texto prevê ainda a criação de um Conselho Consultivo Científico Europeu sobre as Alterações Climáticas, composto por 15 especialistas, que irá supervisionar os progressos e avaliar se a política europeia é compatível com as metas estipuladas.
O Primeiro-Ministro António Costa referiu também, na rede social Twitter, que a assinatura da Lei Europeia do Clima «é um marco maior» da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.
