A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, esteve em Trancoso para a inauguração da nova Área de Acolhimento Empresarial do concelho, cofinanciada pelo Programa Operacional Regional do Centro, Centro 2020, em 710 mil euros.
«Dou muito valor a estes projetos», disse a Ministra, acrescentando que projetos como este, criador de emprego e de riqueza, que «no mínimo vai atrair 15 empresas», são também um exemplo de solidariedade europeia.
«Trancoso tem serviços, tem história, tem empresas. Mas para continuarmos a desenvolver Trancoso, precisamos de mais pessoas. Pessoas que só vêm se tiverem uma oportunidade de trabalho», disse Ana Abrunhosa sobre a importância do novo empreendimento.
À margem da inauguração, a Ministra assistiu ainda à ligação do concelho à fibra ótica, numa parceria com a Altice. «Os desafios dos territórios não são só dos Governos. São das pessoas, das instituições e das empresas. E gostamos que as empresas criem riqueza, para poderem pagar bons salários e terem um programa de responsabilidade social como este», disse.
«Uma homenagem para quem aqui trabalha»
Num dia em que também presidiu às cerimónias de abertura da Feira do Queijo de Celorico da Beira e da Feira do Fumeiro de Trancoso, a Ministra explicou aos jornalistas que estes eventos «são montras do valor único que temos nos nossos territórios. Estamos a dignificar as profissões, a dar visibilidade ao trabalho de muitas famílias», afirmou, acrescentando que «são uma homenagem para quem aqui trabalha».
«Faço questão de me associar a estes eventos. Gosto de contactar com as pessoas e de ver como são felizes a fazer estes trabalhos que são trabalhos duros. O que o Governo tem de fazer é acarinhar os autarcas que apoiam estas empresas, bem como acarinhar estas pequenas empresas», disse.
«Não basta anunciar medidas. Temos de vir para o terreno»
Respondendo a perguntas da imprensa sobre as medidas recentemente anunciadas para a promoção de emprego, investimento e mobilidade para os territórios do Interior, Ana Abrunhosa explicou que cada uma das iniciativas apresentadas «dá o seu contributo. Com o tempo, farão certamente a diferença».
«Temos novas medidas pensadas, mas não basta anunciá-las. Temos de as trazer para o terreno, para beneficiarem as empresas e as famílias. Temos de dar tempo aos territórios para absorverem» o que se anuncia, disse.
Afirmando que estas medidas que são importantes para o desenvolvimento do País, a Ministra acrescentou que «o desenvolvimento de Portugal depende da evolução destes territórios. Aqui já há muita coisa boa. Temos agora de ajudar a resolver problemas específicos e de melhorar as condições de vida».