Saltar para conteúdo

Notícias

2021-03-09 às 12h25

«Temos de assegurar que o futuro do trabalho é um futuro de trabalho digno»

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na Conferência de Alto Nível «O Futuro do Trabalho», 9 março 2021 (Foto: Pedro Sá da Bandeira)

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, afirmou esta manhã que a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia começa num «contexto muito desafiante» e que a União Europeia precisa de «dar uma resposta forte e decisiva» que mostre que «ninguém fica para trás». Nesse âmbito, o futuro do trabalho «traz consigo desafiantes e empolgantes mudanças a todos os níveis, muito para além da tecnologia» e que as economias europeias «estão na linha da frente desta mudança».

Durante a sua intervenção na Conferência de Alto Nível sobre o Futuro do Trabalho, que hoje decorre através de videoconferência, no âmbito da PPUE, Ana Mendes Godinho sublinhou a necessidade de garantir que «o futuro do trabalho é um futuro de trabalho digno». «Este é o tempo dos grandes desafios mas também das enormes oportunidades, garantindo que este futuro do trabalho é um instrumento de promoção da igualdade de oportunidades e não de agravamento das desigualdades».

Sobre o trabalho remoto - uma das consequências mais visíveis da pandemia por Covid-19 - a Ministra referiu que o mesmo trouxe muitas vantagens mas, igualmente, desafios e riscos associados «nas condições de segurança e saúde», «nos horários e conciliação entre trabalho e a vida pessoal dos trabalhadores», «na necessidade de se garantir o direito à privacidade» e «na crescente fluidez entre tempos de trabalho e de descanso».

Estes são precisamente alguns dos temas que serão discutidos ao longo do dia nesta Conferência, que contou com a abertura do Primeiro-Ministro, António Costa, e ainda do Diretor-Geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, e do Comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit.

A Ministra Ana Mendes Godinho disse ainda que «o diálogo social continuará a desempenhar um papel essencial para traduzir desenvolvimento económico em progresso social, para alcançar consensos alargados sobre políticas nacionais europeias e internacionais e para promover a regulação laboral eficiente em cada país, setor e empresa».

A Conferência, cujo programa completo pode ser aqui consultado, pode ser acompanhada através deste endereço.