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Notícias

2020-02-05 às 19h50

Taxa de abandono escolar precoce atinge valor mais baixo de sempre

A taxa de abandono precoce de Educação e Formação atingiu o valor mais baixo de sempre, em 2019, um «mínimo histórico», como sublinhou o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. 

Segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em Portugal o «abandono escolar precoce» foi de 10,6%, tendo alcançado no continente os 10,1%. 

Tiago Brandão Rodrigues afirmou que, no início do século, esta taxa de abandono precoce era ligeiramente abaixo dos 50% e, nessa altura, «era algo absolutamente impensável» que, em 20 anos, a taxa iria baixar para os 10,6%.

Portugal aproxima-se assim da meta europeia que definiu para 2020 uma taxa máxima de 10%. «Estes números mostram que estamos, pela primeira vez, a igualar ou mesmo a ultrapassar a média da União Europeia», disse o Ministro, referindo-se aquele que é considerado pela Comissão Europeia como um dos principais indicadores da performance dos sistemas educativos.

Apesar das boas notícias, o Ministro da Educação assegurou que a tutela vai continuar a «lutar todos os dias para mitigar ainda mais o abandono escolar».
 
Tiago Brandão Rodrigues apontou como causas do sucesso o «esforço notável» de quem todos os dias trabalha nas escolas e também «todo o trabalho feito para atender àqueles que têm mais dificuldades».

A áera governativa da Educação saudou as comunidades educativas por mais este sucesso do sistema de educação e formação, destacando a necessidade de prossecução deste caminho, nomeadamente, através do aprofundamento de várias iniciativas que se têm traduzido em resultados positivos no combate ao abandono. 

São disso exemplos o programa TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a aposta no Ensino Profissional e na Educação Inclusiva, e a Autonomia e Flexibilidade Curricular, entre outras.

Em 2018, Portugal já tinha evoluído muito favoravelmente - de 12,6% para 11,8% - atingindo, em 2019, um resultado que coloca o País mais próximo da meta europeia - de 10% até 2020. 

Esta situação é ainda mais positiva, uma vez que coincide com um aumento muito considerável do emprego jovem, nos últimos anos, já que poderia constituir um estímulo para o não prosseguimento de estudos desta franja da população.