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Notícias

2020-11-26 às 11h17

Task force tem 30 dias para definir plano de vacinação contra a Covid-19

Centro de Saúde

O grupo de trabalho designado pelo Governo para coordenar todo o plano de vacinação contra a Covid-19 - desde a estratégia de vacinação à operação logística de armazenamento - distribuição e administração das vacinas, tem um mês para definir todo o processo.

Segundo o despacho publicado em Diário da República - assinado pelos Ministros da Defesa Nacional, Administração Interna e Saúde - esta task-force tem um mandato de seis meses, renovável em função do progresso da operacionalização da vacinação contra a Covid-19.

O grupo terá um núcleo de coordenação, liderado pelo ex-Secretário de Estado Francisco Ramos, e inclui elementos da Direção-Geral da Saúde, Infarmed e dos Ministérios da Defesa Nacional e da Administração Interna e conta com o apoio técnicos de diversas estruturas.

O Estado-Maior-General das Forças Armadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Administração Central do Sistema de Saúde, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais são as entidades de apoio técnico.

Núcleo de coordenação

 Ao núcleo de coordenação da task force compete entregar, em 30 dias, todos os documentos necessários para definir na totalidade o plano de vacinação contra a Covid-19, tanto do ponto de vista da logística (armazenamento e distribuição das diferentes vacinas), como da estratégia de vacinação (identificação dos grupos alvo prioritários, administração e seguimento clínico de resultados e reações adversas).

Deve ainda definir um plano de comunicação com a população sobre a vacinação contra a Covid-19, «tendo em vista a disponibilização de informação, de forma objetiva, clara e transparente sobre o processo», lê-se despacho.

Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores

A task force deverá também articular com os organismos responsáveis nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores todos os aspetos necessários à concretização do plano de vacinação contra a Covid-19 naquelas regiões.

«A task force pode promover audição de organismos relevantes, como associações públicas profissionais e, sempre que entender necessário, solicitar o apoio de outros peritos ou de outras instituições para o desenvolvimento dos trabalhos a realizar», diz o despacho, acrescentando que os elementos que nela participam não auferem qualquer remuneração pelo exercício das suas funções.