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2021-06-09 às 11h24

Segurança e universalidade são os principais obstáculos à adoção do voto eletrónico

Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, na conferência de imprensa sobre as regras de voto dos cidadãos em confinamento obrigatório, Lisboa, 14 janeiro 2021
O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, afirmou que a segurança e a universalidade são os principais obstáculos à adoção do voto eletrónico, que não substitui as outras formas de voto já existentes no debate virtual «Votar Sem Fronteiras – A participação cívica e política das comunidades portuguesas», organizado pelo movimento Também Somos Portugueses.

«Nem todos os cidadãos têm a chave móvel digital, nem todos têm bilhete de identidade com pin eletrónico, nem todos têm um conjunto de capacidades do ponto de vista informático», o que «significa que o voto eletrónico é mais uma forma de votar», que «não vai dispensar nenhuma das outras», pois «não podemos excluir os portugueses que não têm ferramentas informáticas», disse Antero Luís, numa iniciativa que contou também com intervenções em vídeo do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes.

O Secretário de Estado disse que as autoridades portuguesas estão a trabalhar em dois aspetos: «por um lado potenciar o voto postal, que é importante – e isso implica mexer na lei –, e, por outro lado, fazer a experiência do voto eletrónico».

Para as eleições presidenciais de janeiro havia 1 476 796 inscritos na emigração, devido a uma alteração legislativa do anterior Governo que criou o recenseamento automático. Antes estavam inscritos cerca de 300 mil portugueses emigrantes.

Também nas presidências, votaram 27 615 portugueses no estrangeiro, o que representa 1,87% do total dos recenseados, uma votação que mais do que duplicou a registada em 2016 (13 548), sob o anterior regime de recenseamento voluntário.