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Notícias

2020-12-14 às 15h29

Retomada ligação fluvial Seixal-Lisboa depois de terminadas obras de melhoramento

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, assinalou a conclusão da intervenção no Terminal Fluvial do Seixal que obrigou à suspensão temporária da ligação fluvial entre o Seixal e o Cais do Sodré em Lisboa durante 8 semanas, numa cerimónia realizada no Seixal.

O Ministro afirmou que a obra, que incluiu dragagens e substituição do pontão, era «fundamental e inadiável no tempo», e «foi essencial para dar continuidade à prestação de um serviço público de transporte com os níveis de segurança, conforto e fiabilidade que os seus 2400 utilizadores diários exigem», número que se pretende aumentar.

As dragagens realizadas na Cala da Trindade, retiraram mais de 35 mil metros cúbicos de areias, «vão garantir a operacionalidade e a segurança da navegação dos navios nesta ligação fluvial, mitigando fortemente todos os constrangimentos verificados nos últimos anos», e que houve algumas interrupções da ligação motivadas pelo assoreamento da cala.

A substituição do pontão permite que «se possam instalar os futuros postos de carregamento para os 10 navios elétricos que serão entregues até 2024» em todos os terminais da Transtejo, referiu Matos Fernandes.

Programa de Estabilização Económica e Social

Esta intervenção no cais fluvial do Seixal, que representou um investimento de 420 mil euros, «faz parte do conjunto de intervenções a desenvolver no âmbito do Programa de Estabilização Económica e Social».

O Programa de Estabilização Económica e Social prevê, para a Transtejo-Soflusa, investimentos de 6,2 milhões de euros para «beneficiação de vários terminais e estações, recuperação de infraestruturas marítimas, reabilitação de infraestruturas de apoio».

Prevê ainda «ações de modernização do sistema de bilhética e das plataformas de comunicação, bem como de instalação de equipamentos de estacionamentos de bicicletas em interfaces da Transtejo e da Soflusa», disse o Ministro.

Mobilidade e desenvolvimento económico

Matos Fernandes afirmou que «desde o início que olhamos para o setor dos transportes e mobilidade como um pilar fundamental para o desenvolvimento económico e para a coesão social e territorial da sociedade». 

A Transtejo-Soflusa desempenha «um papel chave no ecossistema da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, sendo responsável por mais de 19 milhões deslocações por ano e realizando mais de 90 mil viagens entre as duas margens do Rio Tejo».

No ano de 2020, devido à pandemia, a utilização do transporte público na Transtejo-Soflusa «sofreu quebras inimagináveis, transportando atualmente cerca de 50% do número de passageiros em período homólogo de 2019», tanto mais que as duas empresas fluviais asseguraram «os níveis de transporte» necessários para manter a «segurança e saúde pública exigíveis pela sociedade».

«Esta situação de saúde pública evidenciou, no entanto, a importância da existência de um sistema de transporte público eficiente, moderno e seguro, e que garanta a conectividade entre as pessoas e a atividade económica», disse.