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Notícias

2020-10-21 às 13h58

Resposta das Forças Armadas à pandemia é «francamente positiva»

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho

O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que a «resposta das Forças Armadas, e em particular do Exército, a esta pandemia», é francamente positiva, pelo que «todos os portugueses podem ter orgulho nesta atuação».

João Gomes Cravinho falava na abertura do seminário «O Exército Português na Resposta Nacional à Covid-19 – Experiência e Desafios», na Amadora, no âmbito das comemorações do dia do Exército.

Na sua intervenção o Ministro destacou o papel das Forças Armadas no combate à pandemia de Covid-19, afirmando que o investimento público nesta área «é tão relevante» como na saúde ou na educação.

«Creio que se gerou um consenso amplamente partilhado na nossa sociedade de que as Forças Armadas têm sido um elemento crítico, um elemento diferenciador, que tem assegurado um respaldo único, um respaldo indispensável para outras estruturas de governação», disse.

Para João Gomes Cravinho «este é um momento em que se deve sublinhar que este nível de prontidão não se consegue sem investimento», pelo que «compete ao Estado assegurar que o nível de resiliência nacional que as Forças Armadas garantem seja mantido, como respaldo último do bem-estar da nossa sociedade»

Prioridades de investimento na Defesa

João Gomes Cravinho referiu ainda que, «analisando as prioridades de investimento» da Defesa - ao longo dos últimos anos e em particular no âmbito da última revisão da Lei de Programação Militar - é muito claro que a aposta em equipamentos de duplo uso é uma aposta ganha»:

«As novas ameaças e as novas missões das Forças Armadas exigem-nos equipamentos e capacidades distintas», pelo que é necessário um reforço do investimento ao nível do «planeamento, e do comando e controlo» por forma a «fazer o melhor uso dos instrumentos à disposição, gerindo, organizando e respondendo da forma mais adequada», explicou.

Sobre o Exército, Ministro disse ainda que não é possível «exigir indefinidamente o atual nível de esforço» aos que o compõem, pelo que «os portugueses devem entender que é nossa responsabilidade reforçar esta estrutura para que ela possa estar à altura dos desafios que se avizinham no nosso futuro».

«Se a experiência atual nos ensina alguma coisa, é que esses desafios serão complexos e exigirão muito de todos nós», frisou.