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Notícias

2020-03-05 às 11h10

«Reforma profunda» vai permitir maior utilização do Hospital das Forças Armadas pelo SNS

Hospital das Forças Armadas
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que está em curso uma «reforma profunda» no sistema de saúde militar, que poderá inverter o facto do Hospital das Forças Armadas estar a ser utilizado pelo SNS abaixo das suas capacidades, conforme indicado no relatório do Tribunal de Contas.
 
«Estamos em condições de dizer que, ainda no primeiro semestre, muitas das questões identificadas pelo Tribunal de Contas terão resposta na reorganização do sistema de saúde militar», disse João Gomes Cravinho, em Zagreb, à margem da reunião informal dos ministros da Defesa da União Europeia.
 
O Ministro referiu também que «um dos problemas fundamentais identificados» no relatório é o número insuficiente «de médicos e outros efetivos» do HFAR, pelo que a sua reorganização passará pela «racionalização dos recursos humanos». A existência de um comando centralizado no Diretor de Saúde Militar do Estado-Maior das Forças Armadas - em vez de estar disperso pelos três ramos das Forças Armadas - é uma das medidas destacadas por João Gomes Cravinho.
 
Para o Ministro, isto «vai permitir uma gestão racional  dos recursos humanos e corresponder a algumas das lacunas identificadas no relatório do Tribunal de Contas», disse.
 
João Gomes Cravinho afirmou ainda que está em preparação um diploma que prevê que todos os membros da direção do HFAR tenham «obrigatoriamente formação em administração hospitalar ou gestão de serviços de saúde».
 
Hospitais militares estão a ser preparados para responder a surto do coronavírus
 
João Gomes Cravinho disse também que a área governativa da Defesa está já a fazer um levantamento de instalações militares para colocar à disposição em caso de aumento do surto de Covid19 em Portugal. Este levantamento já foi partilhado com o Ministério da Saúde, pelo que vão já avançar obras para colocar algumas instalações das forças armadas «em condições de receber doentes».
 
«Nós temos algumas instalações militares, nomeadamente nos nossos hospitais, com alguma capacidade sobrante e com alguma capacidade de recuperar, a curto prazo, instalações para a utilização, se necessário, de uma população doente maior do que a habitual» explicou o Ministro.
 
Hospital das Forças Armadas do Porto
 
No caso do Hospital das Forças Armadas do Porto - cujas obras já estão a decorrer - João Gomes Cravinho afirmou que existem «um conjunto de salas que não estão a ser utilizadas neste momento e que, com algum investimento, podemos recuperar».
 
O Ministro relembrou ainda que a prevenção do coronavírus parte de todos os português, que deverão  «simplesmente seguir as regras higiénicas que estão a ser amplamente divulgadas».
 
«Nós não sabemos como é que vai evoluir a situação do coronavírus em Portugal ou em qualquer outra parte do mundo, [mas] temos de estar preparados», concluiu.