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2021-03-29 às 12h22

Governo aposta na economia social enquanto fator de progresso decisivo

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na Apresentação Pública da Rede de Cidades Portuguesas e Capital Europeia da Economia Social 2021, Sintra, 29 março 2021
«Afirmamos claramente o nosso compromisso nacional e europeu de promover a economia social enquanto fator de progresso decisivo em termos económicos e sociais para todos», disse esta segunda-feira a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Ana Mendes Godinho intervinha na sessão de abertura da conferência virtual «O papel da Economia Social na criação de emprego e na implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais», a partir de Sintra, onde felicitou também a «iniciativa inovadora» da Rede de Cidades Portuguesas Capital Europeia da Economia Social 2021.

Num «ano de tantos desafios» - no qual Portugal assume não só a presidência semestral do Conselho da União Europeia (UE), como também a presidência do Comité de Monitorização da Declaração do Luxemburgo, composto por 18 países da UE comprometidos com a economia social - a Ministra referiu que «a economia social é claramente um agente ativo da inclusão no mundo de trabalho, na inclusão na sociedade e no combate às desigualdades».

Para Ana Mendes Godinho, o aprofundamento do modelo social da Europa «surge, neste momento, como a mais contemporânea e necessária das necessidades», pelo que a Europa Social será «a garantia de que ninguém, de Lisboa a Bucareste, de Helsínquia a Atenas, pode ser deixado para trás no momento que vivemos».

Peso da economia social no emprego em Portugal

A Ministra referiu também que, em Portugal o peso da economia social no emprego, em Portugal, é de, pelo menos 6,4%.

«Se já antes era evidente o papel da economia social como desenvolvimento dos territórios, na criação de emprego e de resposta às comunidades, durante a pandemia isto ficou ainda mais claro», disse, acrescentando que «a pandemia mostrou desde logo a grande capacidade de a economia social também ser um motor de criação de emprego num momento de crise».

Neste âmbito, a Ministra referiu o programa MAREESS (Medida de Apoio ao Reforço de Emergência de Equipamentos Sociais e de Saúde), destinado ao «reforço de recursos humanos na área da economia social», no qual «foram contratadas 17 500 pessoas em poucos meses, com uma procura imensa».

O Programa Valorizar Social, a lançar brevemente, foi outra das iniciativas do Governo referidas por Ana Mendes Godinho e que visa «valorizar quem trabalha na economia social, assumindo uma necessidade de capacitação das pessoas para que sejam cada vez mais valorizadas».

O Governo assumiu «claramente a necessidade de financiar, de uma forma especial, a economia social», lançando «uma linha específica para economia social com 227 milhões de euros».

«Os tempos são de mobilização, são tempos de solidariedade e são tempos de ação e esta é a marca indelével da economia social: responder no terreno, a quem precisa, onde precisa e promover uma sociedade mais justa para todos», concluiu Ana Mendes Godinho.