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2020-09-18 às 15h35

Primeiro-Ministro apela ao cumprimento de cinco regras para controlar Covid-19

Primeiro-Ministro após reunião do gabinete de crise sobre Covid-19
Primeiro-Ministro António Costa na conferência de imprensa após a reunião do gabinete de crise da Covid-19, Lisboa, 18 setembro 2020 (Foto: António Cotrim/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que é essencial travar o crescimento do número de novos casos positivos de Covid-19 e apelou ao cumprimento de cinco regras fundamentais para controlar a evolução da pandemia.

Em Lisboa, na Residência Oficial do Primeiro-Ministro, António Costa apelou ao uso da máscara, à manutenção da higiene regular das mãos ao longo de todo o dia, ao respeito do afastamento físico, à garantia da etiqueta respiratória e à utilização efetiva da aplicação Stayaway Covid.

«Temos de conseguir travar o crescimento desta pandemia. Não podemos deixar que a pandemia continue a crescer, não podemos voltar a parar o País como parámos em março», disse António Costa, reiterando os custos sociais e económicos «brutais» que daí resultaram.

O Primeiro-Ministro reforçou que o controlo da pandemia depende da responsabilidade individual de cada um e reiterou que «não se pode voltar a privar crianças e jovens do acesso à escola, voltar a proibir famílias de visitar entes queridos, voltar a separar famílias quando chegar o Natal». «Temos mesmo de travar a pandemia através da nossa responsabilidade pessoal», acrescentou.

«Se todos cumprirmos estas regras, conseguiremos controlar a pandemia, garantir que o ano letivo possa decorrer normalmente e sem sobressaltos, que as empresas continuem a retomar atividade e garantir a proteção do emprego e do rendimento das famílias», afirmou.

A propósito da utilização da aplicação Stayaway Covid, António Costa reafirmou que esta respeita «escrupulosamente a proteção de dados, assegura o anonimato de todos e garante que se cada um nós estiver infetado, possa avisar todos os que involuntariamente possamos ter contagiado, ou beneficiar do alerta de quem tenha estado connosco e nos possa ter contaminado».

Confiança no Serviço Nacional de Saúde

O Primeiro-Ministro sublinhou que Portugal «pode confiar na capacidade de testagem, que aumentou significativamente, na excelência dos profissionais de saúde e no Serviço Nacional de Saúde» mas frisou que «o melhor apoio que pode ser dado ao Serviço Nacional de Saúde e a cada um dos profissionais é prevenir o risco de ser infetado e de estar a infetar os outros».

António Costa disse ainda que um dos maiores perigos deste vírus é a possibilidade de uma pessoa ser um agente ativo de transmissão mesmo sem estar contaminado. «Muita gente pode pensar que afinal este vírus não é tão grave, sobretudo agora que tem incidido numa faixa etária mais jovem, onde as consequências são aparentemente menos graves, mas não nos estamos apenas a proteger a nós, também temos a responsabilidade de não contaminar os outros», disse.

O Primeiro-Ministro deixou também uma mensagem aos estudantes: «É fundamental compreender que é tão necessário cumprir as regras na escola como fora da escola. Se na escola fazemos tudo para não nos contaminarmos nem contaminarmos os colegas, temos de fazer o mesmo fora da escola».