Saltar para conteúdo

Notícias

2021-02-13 às 11h40

Primeiro-Ministro acompanha vacinação das forças de segurança e dos bombeiros

Primeiro-Ministro António Costa na vacinação de bombeiros na Unidade de Saúde Familiar do Areeiro, Lisboa, 13 fevereiro 2021 (foto: José Sena Goulão/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa esteve presente num dos locais onde começaram a ser vacinados contra a Covid-19 militares da GNR e agentes da PSP, em Lisboa, acompanhado pelo Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. 

O Primeiro-Ministro lembrou que «nesta primeira fase foram definidas duas prioridades: primeiro, vacinar as pessoas que têm maior grau de risco de infeção, segundo, vacinar as pessoas que é fundamental proteger para nos protegerem a todos».

Foi «já cumprido o primeiro objetivo de vacinação integral de todos os residentes ou que trabalham em lares, porque sabíamos que era uma situação de maior risco, e está em curso, a vacinação de todos os maiores de 80 anos e de todos os que, tendo mais de 50, anos têm alguma doença de risco associada».

Proteger os que nos protegem

«Simultaneamente, para proteger os que são essenciais para nos proteger, começámos por assegurar a vacinação integral de todo o pessoal de saúde considerado prioritário para enfrentar a pandemia – está cumprido», disse.

E «começámos a alargar a outros universos, e é nesse quadro que estamos a vacinar cerca de 20 mil elementos das forças de segurança, GNR e PSP, que desde o início da pandemia têm sido indispensáveis para gerir esta situação, para além das missões do dia-a-dia de segurança dos portugueses», referiu.

António Costa sublinhou que «as forças de segurança têm desempenhado, ao longo desta pandemia, um conjunto de funções da maior importância: no controlo fronteiriço, sempre que temos sido forçados a encerrar fronteiras; na segurança de todos os circuitos de receção, armazenamento e distribuição de vacinas; no assegurar a efetividade do cumprimento das restrições que quer o estado de emergência, quer o estado de calamidade têm imposto aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos; e em acompanhar os que estão infetados ou sob vigilância têm de cumprir as medidas de confinamento profilático».

«Por isso, a vacinação dos quadros da GNR e da PSP é fundamental para assegurar o bom funcionamento do Estado e que são protegidos os que são indispensáveis à nossa própria proteção», afirmou.

Vacinar 1,4 milhões até abril 

O Primeiro-Ministro destacou que «na semana passada ultrapassámos o meio milhão de vacinas administradas. O objetivo que temos é que até ao princípio de abril, consigamos vacinar cerca de 1,4 milhões de portugueses, entre os que estão nos grupos de risco prioritários e os que prestam serviços essenciais para assegurar o funcionamento normal do Estado e a proteção dos portugueses».

«A fase seguinte será a mais exigente, uma fase em que felizmente já poderemos dispor de maior número de vacinas e em que poderemos começar a alargar o universo de portuguesas e portugueses a ser vacinados», referiu.

Não baixar a guarda

«Como sabemos, este é um processo longo e que exige que, até lá, ninguém baixe a guarda, ninguém diminua a exigência de proteção individual, porque mais do que a vacina é o comportamento de cada um de nós que trava a expansão da pandemia», afirmou.

«Por mais vacinas que existam, é indispensável não descurarmos os cuidados que sabemos que temos de manter: o uso da máscara, o afastamento, a higiene das mãos – tudo isso é essencial para continuarmos a prevenir a expansão da pandemia e essa luta é uma luta que temos pela frente ainda por vários meses», sublinhou.

«Como ontem reafirmou a presidente da Comissão Europeia, e com um planeamento que está totalmente alinhado com o nosso planeamento nacional, temos um objetivo claro, que é chegar ao final do verão com 70% da população portuguesa adulta já devidamente vacinada», disse. 

Um longo percurso

«Mas até ao final do verão temos ainda um longo percurso. Ainda estamos no inverno, não chegámos sequer à primavera, e vamos ter de prosseguir, ao longo destes meses, este trabalho metódico de ir vacinando, com o critério objetivo de salvar as vidas e proteger os que são essenciais para nos proteger a nós», afirmou.

No final, o Primeiro-Ministro agradeceu «à GNR e à PSP todo o seu emprenho e a forma exemplar como organizaram este centro de vacinação que vai poder responder à necessidade de vacinação de milhares de elementos das nossas forças de segurança ao longo das próximas semanas».

Vacinação dos bombeiros

Posteriormente, também em Lisboa, o Primeiro-Ministro visitou a Unidade de Saúde Familiar do Areeiro, um dos locais onde decorre o processo de vacinação dos bombeiros.

O Primeiro-Ministro destacou que «a grande prioridade que temos nesta fase são as pessoas de maior risco e os que são essenciais para nos proteger. Os bombeiros estão nesta segunda categoria, tal como os profissionais de saúde, tal como os elementos das forças armadas, tal como os elementos das forças de segurança, tal como os de outros serviços essências do estado que estão agora a ser vacinados para garantir que temos a capacidade de continuar a proteger quem tem de ser protegido».

«Em segundo lugar, estão os grupos prioritários. Terminamos esta semana a grande campanha de vacinação de todos os utentes e trabalhadores dos lares – ficaram de fora só as situações em que havia surtos a decorrer, que serão vacinados mais tarde –, iniciámos a campanha de vacinação de pessoas com mais de 80 ano e de pessoas com mais de 50 com algumas doenças associadas e esse será seguramente o grupo que na próxima semana vai ter um reforço mais importante, creio que 100 mil vacinas serão destinadas na próxima semana a este grupo de maior risco», acrescentou.

«No conjunto, as metas são conhecidas: até princípios de abril podermos cobrir 1,4 milhões de pessoas dentro destes grupos e depois prosseguir paulatinamente, conforme as prioridades definidas no plano de vacinação para a grande meta que é chegarmos ao final do verão com 70% da população portuguesa devidamente imunizada, o que é, segundo os cientistas, o nível necessário para considerarmos que atingimos o nível de imunização coletiva», disse.

Todavia, afirmou o Primeiro-Ministro, «não acabámos, porque ainda há os outros 30% que continuarão a ser vacinados, porque toda a gente será vacinada, cada um na sua vez».

António Costa reforçou «a mensagem, sobretudo para as pessoas com mais de 80 anos e para as pessoas que, tendo as comorbilidades, anseiam por ser vacinadas nesta fase, de que serão contactadas, primeiro por sms, se não tiverem sms, por via telefónica, se não tiverem telefone, por via postal, para lhes ser indicado o dia hora e local da sua vacinação. Não vale a pena correr para o centro de saúde, correr para os postos de vacinação, cada um será avisado do seu dia, da sua hora e do seu local de vacinação».

«Portanto, devemos aguardar serenamente que nos chamem e todos seremos chamados à vez, para podermos assegurar a cobertura universal, que é o objetivo que temos para este plano de vacinação», concluiu.