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2021-05-11 às 20h55

Português já é ensinado nos currículos nacionais de 33 países

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva
O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que o português é ensinado nos currículos nacionais de 33 países, havendo sobre ele estudos noutros 76. O Ministro disse também que, em 2020, havia 53 cátedras em funcionamento, 51 leitorados e 83 centros de língua portuguesa do Instituto Camões.

Numa audição parlamentar na Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades Portuguesas, Augusto Santos Silva destacou a existência de dezenas de milhares de alunos que estão a estudar português no mundo, realçando o exemplo do Senegal, Uruguai e China, onde o interesse tem sido «bastante significativo».

Num balanço às atividades da área governativa dos Negócios Estrangeiros, no quadro da estratégia de internacionalização do português, o Ministro referiu também a edição do Dia Mundial da Língua Portuguesa, em 5 de maio, no âmbito do qual foram realizadas mais de 150 iniciativas em cerca de 50 países.

Para o efeito contribuíram as redes do Instituto Camões e da diplomacia portuguesa, bem como embaixadas de outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com particular destaque para «uma intervenção de grande qualidade literária» do chefe de Estado de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, que exerce atualmente a presidência rotativa da organização lusófona.

«É a primeira língua fora das seis oficiais da ONU a receber a distinção e a segunda edição mostrou a relevância da efeméride e a progressiva consolidação» do português no mundo, falado por 260 milhões de pessoas, acrescentou Augusto Santos Silva.

O Ministro relevou ainda o desafio lançado, em 2020, às universidades portuguesas para realizarem cursos de verão nesse sentido e que contaram, no primeiro ano com estabelecimentos do ensino superior de Aveiro, Minho, Nova de Lisboa e do Porto. Este ano, juntou-se a Universidade de Lisboa.

«Esta efeméride foi um momento para valorizar a estratégia da internacionalização do português, tendo em conta também a Linha de Apoio às Traduções e Edições (LATE) de obras das literaturas da CPLP ou para traduções para o estrangeiro de obras em língua portuguesa», acrescentou.

Recorde-se que, em 2019, por iniciativa do embaixador de Portugal na UNESCO, António Sampaio da Nóvoa, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura aprovou a data com caráter mundial.