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2021-03-11 às 17h52

«Portugal tem condições para iniciar processo de levantamento das medidas»

Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, durante o debate sobre o pedido de autorização de renovação do estado de emergência, Lisboa, 11 março 2021 (Foto: João Bica)
A Ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, afirmou que «Portugal tem hoje condições para iniciar um processo de levantamento das medidas de confinamento».

Na Assembleia da República, no encerramento do debate que terminou com a aprovação da renovação do estado de emergência, a Ministra salientou que há «razões para encarar o futuro com mais confiança» mas referiu que o processo que será anunciado será «lento e gradual».

«Não é um processo que possa corresponder a qualquer regresso à normalidade nos nossos tempos mais próximos. É um processo que só poderá continuar a avançar nos calendários apresentados se continuarmos a cumprir os indicadores de saúde. Só com pequenos passos poderemos dar passos verdadeiramente sustentáveis neste caminho», acrescentou.

Mariana Vieira da Silva sublinhou a forma como os portugueses «cumpriram e tiveram uma grande capacidade de aderir a um conjunto de medidas muito difíceis para as suas vidas» mas insistiu que o desconfinamento terá de ser «gradual e faseado» e implica um «permanente controlo dos indicadores que o País apresenta em matéria de incidência, taxa de variação e capacidade de resposta do SNS».

«Em primeiro lugar, porque a abertura originará aumento do número de casos, mas também porque temos hoje um número de novas variantes que já se tinham revelado mais transmissíveis e que, sabemos hoje, são também de maior mortalidade», disse.

Processo de vacinação em curso

Mariana Vieira da Silva destacou que há quase 1,1 milhões de doses de vacinas administradas e mais de 300 mil pessoas com as duas doses tomadas e que se atingiu a plena vacinação em todos os lares onde não há surtos ativos e em todas os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde.

«Há uma larga maioria dos profissionais de saúde vacinados, num processo que está ainda em curso, e vamos chegar ao fim deste primeiro trimestre com mais de 80% dos maiores de 80 anos vacinados, com a vacinação a andar rapidamente nos mais de 50 anos com comorbilidades, nas forças de segurança, nos serviços essenciais do Estado e também nas escolas», destacou.

Portugal vai também reforçar a capacidade dos testes, «com regras para se testem todos os contactos de cada positivo e não apenas os contactos de risco, e lançando rastreios sempre que necessário, começando nas escolas já em março».

«Continuamos a trabalhar como até aqui fizemos, também no reforço na capacidade resposta do SNS, como no aumento das unidades de cuidados intensivos, na aquisição de equipamentos de proteção individual para diferentes setores, de testes e no reforço das equipas de resposta às populações mais vulneráveis», sublinhou.

«Controlar a pandemia e apoiar a economia»

Mariana Vieira da Silva afirmou que o Governo tem estado a «controlar a pandemia e apoiar a economia» e que, se não fosse assim, Portugal não teria acabado 2020 com uma taxa de desemprego de 6,8%. 

«Os números de desemprego que Portugal tem, ainda que cada desempregado viva numa situação dramática, são a prova de que as medidas de apoio à economia foram as medidas necessários, estão a ser as medidas necessárias e são naturalmente hoje renovadas e alargadas tendo em conta os setores mais afetados pela crise como o turismo, a cultura, os setores sociais, a restauração ou o desporto», continuou.

A Ministra reforçou também a necessidade de prosseguir o trabalho noutras dimensões como o trabalho de recuperação com a concretização do Plano de Recuperação e Resiliência para dar mais resiliência ao Serviço Nacional de Saúde, enfrentar os problemas da habitação, renovar as respostas sociais e apoiar a economia.