Saltar para conteúdo

Notícias

2021-01-07 às 16h02

Portugal está preparado para uma presidência da União Europeia presencial e virtual

Primeiro-Ministro António Costa faz declaração no final do Conselho Europeu, Lisboa, 26 março 2020 (foto: João Bica)
O Primeiro-Ministro, António Costa, disse hoje que Portugal está preparado para uma presidência da União Europeia (UE) presencial e também virtual, dado o agravamento da Covid-19 na Europa.

«Foi por essa razão que tentámos concentrar para os dias 7 e 8 de maio (fim-de-semana), no Porto, os momentos-chave» desta presidência, disse António Costa durante um encontro digital com jornalistas internacionais.

«Em dois dias, vamos fazer a Cimeira Social (7 de maio), o Conselho Informal que diz respeito ao Pilar Social e a Cimeira com a Índia (8 de maio),  para evitar as dificuldades que todos conhecemos no que diz respeito aos eventos presenciais em altura de pandemia», referiu o Primeiro-Ministro.

Acordo de investimentos com China é «do interesse dos europeus»

Sobre o acordo de princípio sobre investimentos - alcançado entre a UE e a China na semana passada - António Costa disse que o mesmo é «do interesse dos europeus» e deve ser «aprovado o mais rapidamente possível».

Trata-se de um acordo que «reforça as oportunidades das empresas europeias para investir e trabalhar na China, e isso é muito importante para o crescimento económico da Europa e para a proteção dos empregos dos europeus», explicou.

Salientando que é essencial a UE «assegurar condições de concorrência justa» com os outros parceiros internacionais, o Primeiro-Ministro afirmou que a «UE é a região do mundo com os melhores padrões de proteção ambiental, social e dos direitos humanos» e que, como tal, «é preciso desenvolver acordos que assegurem as melhores condições de concorrência para as empresas europeias».

António Costa referiu-se também a este acordo como sendo muito importante para desenvolver a presença europeia na região do Indo-Pacífico –  uma prioridade da presidência portuguesa - e destacou a necessidade de «diversificar as parcerias» na zona, «nomeadamente com a Austrália e a Nova Zelândia, com quem temos negociações sobre um tratado comercial», disse.

Recorde-se que a UE e a China chegaram, em 30 de dezembro de 2020, a um acordo de princípio sobre investimentos, ao fim de sete anos de negociações, durante uma videoconferência entre líderes da UE e o Presidente chinês, Xi Jinping.

Este acordo político «irá criar um melhor equilíbrio nas relações comerciais UE-China», uma vez que «a UE tem sido tradicionalmente muito mais aberta do que a China ao investimento estrangeiro». A China, por sua vez, comprometeu-se «a abrir-se à UE numa série de sectores-chave» e a assegurar «um tratamento justo» às empresas europeias, de modo a que estas possam competir em condições de igualdade, referiu a Comissão Europeia.

O texto do acordo deverá ainda ser finalizado pelas partes e aprovado pelo Conselho e pelo Parlamento Europeu.