Saltar para conteúdo

Notícias

2020-12-02 às 20h23

Portugal e França querem intensificar a cooperação industrial para reforçar a soberania europeia

Ministros português e francês da Economia, Pedro Siza Vieira e Bruno Le Maire, no final da reunião em Lisboa, Lisboa, 2 dezembro 2020 (Foto: Luís Ferreira)

Os ministros português e francês da Economia, Pedro Siza Vieira e Bruno Le Maire, querem intensificar a cooperação industrial entre os países, de forma a reforçar a soberania europeia nesse domínio.

No final de uma reunião, que decorreu em Lisboa, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital português salientou a importância de «abordar a recuperação da economia, tanto nas áreas mais tradicionais como também tentar investir em novas áreas de crescimento».

«Seja nas tecnologias digitais ou na recuperação da soberania industrial da Europa, estas são áreas onde França e Portugal olham claramente na mesma direção e esperam cooperar na União Europeia», disse Pedro Siza Vieira, dando como exemplo  «o hidrogénio, baterias elétricas e a cloud para dados abertos e públicos na Europa».

O Ministro português afirmou ainda que foram discutidos, durante a reunião, «cada caso de cooperação» e identificados, «no quadro das regras europeias, a possibilidade de uma cooperação em tecnologias em desenvolvimento» nos dois países, em questões «que serão críticas para a capacidade da Europa manter uma capacidade industrial na produção de bens físicos» para fazer face a crises como a provocada pela Covid-19.


Cooperação em tecnologias-chave


O Ministro francês, por sua vez, salientou a importância de «reforçar a soberania europeia, especialmente nos campos tecnológico e industrial»:

«Estamos a construir uma nova cooperação em tecnologias-chave. Falo no hidrogénio, na cloud e no armazenamento de dados sensíveis, baterias de carros elétricos e queremos mesmo que Portugal se junte a estas iniciativas e seja parte das iniciativas. Precisamos do apoio de Portugal», disse.

Sobre a cooperação industrial por toda a Europa, Bruno Le Maire vincou que «agora é o tempo de abrir uma nova era de cooperação entre os Estados-membros da União Europeia em setores chave», adicionando a tecnologia 5G, a inteligência artificial, o espaço, o computação quântica e biotecnologias às áreas já anteriormente referidas.

Questionado acerca da influência do investimento chinês, Bruno Le Maire disse que, depois da crise, «a Europa compreendeu, finalmente, que não deve contar senão com a sua própria força, e que a solução para as dificuldades não se encontrou fora das suas fronteiras, mas encontra-se dentro da União Europeia».