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Notícias

2019-11-05 às 15h44

Entreajuda na Europa é «fundamental» para responder a desastres naturais

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, com o comissário europeu da Proteção Civil, Christos Stilianides, em exercício sobre situação de terramoto, Seixal, 5 novembro
O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e o Comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, assistiram ao exercício europeu de proteção civil UE Modex 19, que se realizou no Seixal e que testou a capacidade de resposta a desastres naturais.

Eduardo Cabrita afirmou que «o trabalho conjunto envolvendo todos os países europeus em torno de um conceito de proteção civil é fundamental, quer na dotação da Europa com meios de entreajuda relativamente a incêndios, quer para nos prepararmos para ocorrências como sismos, tsunamis ou epidemias de grande dimensão».

O exercício, organizado pela Guarda Nacional Republicana, envolveu mais de 400 operacionais de vários países, que testaram a capacidade de resposta a um sismo que afetaria a cidade de Lisboa e a Península de Setúbal.   

No simulacro, a ajuda internacional foi acionada depois de um sismo que causou o desabamento de vários edifícios e vários acidentes rodoviários, obrigando a resgate de vítimas presas em escombros. 

O comissário europeu Christos Stylianides destacou a coordenação entre todos os operacionais envolvidos, apesar dos idiomas diferentes.  «Eles partilham o nosso objetivo comum: proteger e salvar vidas. Reforçar a solidariedade europeia e tornar a proteção civil europeia mais eficaz e mais eficiente. O que vimos aqui, no UE ModeX, é a melhor cooperação europeia», frisou. 

Aquisição de meios aéreos próprios deverá ser financiada em 90% pela União Europeia 

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que o Governo pretende dotar Portugal de «meios aéreos próprios» de combate a incêndios até 2023.

Durante o exercício europeu de proteção civil, Eduardo Cabrita referiu que esta aquisição poderá ser financiada em 90% pela União Europeia, mediante candidatura portuguesa.

«No final de cada época refletimos sobre a forma de melhorar a resposta para o ano seguinte e, é nesse quadro, que iremos considerar a candidatura portuguesa à dotação de meios próprios, que poderão contar com o financiamento do mecanismo europeu», disse o Ministro da Administração Interna, acrescentando que este investimento já foi discutido com o Comissário Europeu.