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Notícias

2020-09-25 às 21h35

Pandemia reforçou «importância de uma concertação mundial na área da saúde»

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva
O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que a pandemia reforçou a «importância de uma concertação mundial na área da saúde», durante uma conferência internacional da ONU.
 
A intervenção, por internet, na Reunião Ministerial da Aliança para o Multilateralismo, destacou que a pandemia surgiu também como um alerta para a importância da cooperação internacional e de haver um verdadeiro multilateralismo não só no combate à Covid-19 mas também na luta contra as alterações climáticas.
 
«A emergência global imposta pela pandemia de Covid-19 veio sublinhar o papel central do multilateralismo para alcançar um patamar mais alto da saúde global, da prosperidade e da segurança e reforçou ainda mais a necessidade de uma maior cooperação internacional e na resposta às pandemias globais, com a OMS [Organização Mundial da Saúde] a servir de base para a nossa resposta global». Referiu.
 
Augusto Santos Silva acrescentou que «a Aliança para o Multilateralismo deverá permanecer empenhada no apoio à OMS na liderança da resposta global e a promover instituições eficazes na implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável».
 
O Ministro sublinhou a urgência de «construir uma economia verde» e salientou que «Portugal apoia fortemente o Acordo de Paris» com o objetivo de alcançar uma economia neutra do carbono até 2050, tal como está previsto nos planos europeus.
 
A preservação da biodiversidade é outro desafio global que os países enfrentam e Portugal está determinado em atingir os 30% da sua área terrestre e 30% da sua área marítima protegidas até 2030. «Aderimos à Iniciativa Global dos Oceanos, que já congrega mais de 20 países, que visa atingir a meta da proteção de 30% de área marítima e marinha global», salientou.
 
A reunião da Iniciativa Global dos Oceanos, prevista para Pequim, em 2021, vai ser um momento-chave para todos «concordarem numa visão concreta e ambiciosa para a preservação da biodiversidade».
 
«Esperamos que a conferência sobre os oceanos, de Lisboa [prevista para este ano, mas adiada devido à pandemia], que coorganizamos com o Quénia, com a colaboração de todos os Estados membros, seja um sucesso, que produza resultados orientados para uma ação impactante e verdadeira, com um forte compromisso político na implementação de todos os objetivos», acrescentou.