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Notícias

2019-11-29 às 19h48

«Os nossos agricultores sentem-se capacitados» para responder «aos grandes desafios que enfrentamos»

Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, no Festival da Batata-Doce, Aljezur, 29 novembro 2019
«Os nossos produtores locais estão focados na distinção da marca Portugal», afirmou a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, durante a sua intervenção no Festival da Batata-Doce, em Aljezur. 
 
Salientando que «a batata-doce representa uma mais-valia para a economia local» - e cujas oportunidades «não se esgotam na produção e na comercialização» - Maria do Céu Albuquerque referiu sentir, neste contexto, «o real sentido da palavra empreendedorismo», associado a um «produto endógeno que regista uma procura crescente dos consumidores pelas suas características».
 
A Ministra destacou a iniciativa local e o seu contributo para o desenvolvimento nacional, acrescentando que a resolução das «questões demográficas depende do desenvolvimento coeso do território, ou seja, todas e todos têm de se sentir convocados para responder aos desafios» e que só assim «poderemos esbater as desigualdades».
 
Maria do Céu Albuquerque referiu os desafios relacionados com as alterações climáticas e cuja resposta conta deverá passar pela agricultura, nomeadamente, apostando na inovação: «Também na agricultura temos de conseguir introduzir tecnologia para responder a um modelo de produção cada vez mais assente na sustentabilidade»; «falo da investigação ao serviço da agricultura para que também consigamos responder ao desafio das alterações climáticas». 

No âmbito da implementação do Programa Nacional de Regadios Maria do Céu Albuquerque salientou a sua relevância «para a requalificação e da modernização das estruturas existentes» e a «integração de novas áreas com maior potencial para a irrigação», sempre tendo em consideração a procura de uma maior eficiência hídrica.
 
Partindo dos «fatores distintivos da região» Maria do Céu Albuquerque clarificou que a Resolução do Conselho de Ministros, aprovada a 18 de outubro, que visou reforçar a compatibilização dos valores naturais com os da atividade agrícola: «a ocupação de estufas não pode ultrapassar os 30%» e o que se pretende é «desafetar áreas mais sensíveis, nomeadamente do ponto de vista ambiental, integrando novas áreas com mais potencial agrícola», mantendo-se a área total.
 
Ainda neste âmbito, a Ministra da Agricultura acrescentou que não se pretende escamotear o problema existente com os trabalhadores imigrantes e que esta Resolução estabelece um período de, até 10 anos, para a integração nas áreas urbanas, criando um grupo de trabalho que vai monitorizar o trabalho desenvolvido. «Todos juntos temos de encontrar respostas em prol de um desenvolvimento sustentável dos nossos territórios» disse.
 
Maria do Céu Albuquerque adiantou que, neste momento, a internacionalização do setor é uma prioridade, pretendendo-se «valorizar a atividade agrícola, o espaço rural e o território nacional». 

«A nossa agricultura, os nossos agricultores sentem-se capacitados para integrarem a resposta aos grandes desafios que enfrentamos»; «Nós temos como objetivos claros o crescimento, o emprego, mantendo as contas certas. E temos uma certeza: a agricultura é um contributo líquido para atingirmos estes objetivos», assumindo-se «cada vez mais inovadora, mais sustentável, mais competitiva, nos mercados internos e externos, e promovendo o desenvolvimento rural e a coesão territorial», concluiu.