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2020-11-04 às 11h23

O futuro da mobilidade «é coletivo»

Membros do Governo na apresentação do programa de reforço da oferta de transporte público nas Áreas Metropolitanas, Lisboa, 4 novembro 2020 (Foto: Luís Catarino/CML)
«É absolutamente fundamental convencer as pessoas da segurança da oferta do transporte coletivo» porque «o futuro da mobilidade não pode ser nunca o transporte individual», muito menos o automóvel movido a combustível fóssil, afirmou o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes.

O Ministro falava na cerimónia de apresentação do programa de reforço da oferta de transporte público nas Áreas Metropolitanas, que decorreu em Lisboa, onde esteve também a Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão.

Na sua intervenção, João Pedro Matos Fernandes referiu a obrigação pública do Estado, em parceria com as autarquias, de fornecer transportes públicos que sirvam as pessoas de uma forma segura, em tempo de pandemia.

O Ministério do Ambiente e da Ação Climática dotará as duas Áreas Metropolitanas de uma verba de 1,5 milhões de euros para reforçar a oferta de transportes públicos urbanos nos casos pontuais próximos da lotação máxima permitida (2/3), principalmente nos períodos de ponta da manhã e da tarde. Serão contratualizados  operadores de transporte coletivo rodoviário com atividade reduzida (serviço ocasional/ turismo), cujos meios podem ser mobilizados para este reforço.

«O futuro não se pode perder aqui. O futuro da mobilidade é mesmo coletivo, o futuro da mobilidade é mesmo suave, o futuro da mobilidade é mesmo elétrico e, por isso, não podemos nunca ceder num País como o nosso, que tem reduzido emissões mais depressa do que os outros», reforçou o Ministro.

João Pedro Matos Fernandes relembrou também a meta de redução das emissões de carbono de 40% até 2030, acrescentando que são as áreas metropolitanas que, em substituição do Estado, «tem a agilidade de fazer melhor», em termos de transportes públicos e «têm o conhecimento mais fino para poder intervir».

Destacando a parceria profícua que a Administração Central e as autarquias têm vido a desenvolver e o «aproveitamento de sinergias para melhorar os serviços públicos prestados aos cidadãos e as empresas», Alexandra Leitão salientou que, no combate à pandemia, este trabalho conjunto se tem tornado ainda mais importante, «seja ao nível da vertente sanitária, seja ao nível social, seja ao nível do apoio de proximidade às populações em todo o território».