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2020-07-28 às 20h39

O défice orçamental é o Estado a absorver a crise

Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, inaugura novo acesso rodoviário da industrial da Rebordosa à autoestrada A41, Paredes, 28 julho 2020
«O défice é o reflexo do Estado a fazer aquilo que deve fazer numa crise», afirmou o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, acerca do défice do primeiro semestre, na inauguração de um novo acesso rodoviário da industrial da Rebordosa à autoestrada A41, em Paredes.

O Ministro acrescentou que há «uma contração da procura global e isso não foi causado nem pelas empresas portuguesas, nem pela Administração Pública portuguesa, é o resultado desta pandemia».

Uma das maneiras de responder à crise gerada pela pandemia, a que foi adotada por Portugal, «é o Estado apoiar as empresas para tentar proteger a sua capacidade produtiva, tentar proteger o emprego o mais possível e tentar proteger os rendimentos dos cidadãos».

Pedro Siza Vieira disse também que, nas atuais circunstâncias, «o Estado tem de ser capaz de absorver o choque mais violento que isto provoca e, depois, apoiar a recuperação da economia».

O défice «há de ser gerido, por um lado, com os recursos que a União Europeia coloca à nossa disposição, por outro lado, com a capacidade que tivermos de o mais rapidamente possível assegurar o crescimento da economia», disse, sublinhando que «é nisso que estamos focados».

Manter capacidade produtiva

O Ministro referiu o lay-off simplificado, que tem sido «uma resposta para tentar apoiar as empresas a manter o emprego, de tal forma que, quando a procura voltar, uma vez que se normalize a situação sanitária no mundo inteiro, as empresas tenham os recursos necessários para voltar a produzir, para voltar a vender». 

«Se nós não tivéssemos essa ferramenta, aquilo que provavelmente teria acontecido é que muitas empresas não conseguiriam manter os seus postos de trabalho e quando viéssemos a ter uma retoma económica elas não eram capazes de produzir», afirmou. 

Siza Vieira acrescentou que esta «é uma medida importante, que agora tem um novo progresso. Estamos preparados para continuar a apoiar o emprego até ao final do ano com recursos importantes».

Pequenas obras

O Ministro apontou a ligação rodoviária realizada pela Câmara de Paredes como um exemplo do que o País tem de fazer. A obra tem uma extensão de 1200 metros e custou cerca de 600 mil euros, totalmente suportados pelo município.

Com o Programa de Estabilização Económica e Social há «agora uma oportunidade importante de concretizar um conjunto de pequenas obras, pequenas ligações, que, sendo pequenas em extensão e às vezes em montante, são extremamente importantes para melhorar a produtividade e a competitividade das empresas».

Com os fundos da União Europeia que serão disponibilizados a partir de 2021, «podemos concretizar alguns projetos que desde há décadas ansiávamos», disse. Estes recursos europeus criam a possibilidade de multiplicar obras, ajudando o País «a mais rapidamente ultrapassar a situação difícil em que nos encontramos».