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2021-06-07 às 17h36

Nova ala do Palácio Nacional da Ajuda aumenta oferta cultural de Lisboa

Nova ala do Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, 7 junho 2021 (Foto: Mário Cruz/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a nova ala do Palácio Nacional da Ajuda vai contribuir para o aumento da oferta cultural de Lisboa e insere-se na estratégia de desenvolvimento e polos culturais de forma descentralizada pelo território.

Na visita que assinalou a conclusão do remate da ala poente do Palácio, o Primeiro-Ministro salientou a «intervenção corajosa que assumiu a contemporaneidade do momento em que é concretizada» e sublinhou o facto de, 226 anos, o Palácio estar devidamente rematado e com uma funcionalidade decidida.

A nova ala vai permitir o funcionamento do Museu do Tesouro Real, que «aumenta a oferta cultural da cidade para quem reside, para quem estuda a arte e para turistas que estejam de passagem».

António Costa realçou também que este momento «é particularmente importante porque assinala a boa cooperação entre a Administração Central e a Administração Municipal». «Neste caso concreto, é uma parceria única que a Associação de Turismo de Lisboa conseguiu ao associar todos os operadores privados da área do turismo, desde a aviação às agências de viagens, à hotelaria e à restauração, com os municípios e também com as instituições do Estado», acrescentou.

O Primeiro-Ministro disse que foi a natureza associativa da Associação de Turismo de Lisboa que permitiu que o modelo de funcionamento da obra tivesse sido possível e referiu que a obra foi financiada através de uma pequena contribuição do Estado, suportada pela indemnização cobrada à agência de seguros pelas peças das joias da coroa roubadas, e do fundo de desenvolvimento turístico de Lisboa.

António Costa salientou que este fundo, alimentado pelas taxas cobradas aos turistas que visitam a cidade, é «cogerido pelo município e operadores de turismo e está vocacionado para financiar o desenvolvimento da cidade para a tornar mais atrativa, mais dinâmica, mais moderna e capaz ser um polo cada vez mais forte na oferta turística a nível global».

Estratégia de desenvolvimento de ofertas culturais

«Em relação ao Estado, esta contribuição insere-se na estratégia de desenvolvimento de polos e ofertas culturais de forma descentralizada em todo o País», disse, destacando a entrega a Coimbra de todo o espólio que o Estado recebeu por via da falência do BPN, e da coleção de Miró à Casa de Serralves, no Porto.

«São parte de uma estratégia de valorização e investimento no setor da cultura que tem vindo a ser prosseguida sistematicamente ao longo de cinco anos, quer através da aquisição de bens artísticos, seja pelo investimento de 240 milhões de euros que está previsto no Plano de Recuperação e Resiliência para investimento diversificado em equipamentos culturais por todo o País, designadamente na sua rede nacional de cineteatros», afirmou.

O Primeiro-Ministro reiterou o compromisso de alcançar a meta fixada no programa do Governo de que 2% das despesas do Estado sejam alocadas ao financiamento da cultura até ao final da legislatura.