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Notícias

2020-12-04 às 16h12

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior apela ao reforço de articulação entre cultura e ensino superior

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o reforço de articulação entre cultura e ensino superior trará ganhos no plano científico, na mobilidade de estudantes e contratação de docentes e na troca de experiências e programas de dimensão cultural.

Durante o «Encontro Nacional Universidade e Cultura #1», promovido online pela Universidade do Porto, Manuel Heitor disse que o desenvolvimento de programas de ação que permitam uma articulação das várias disciplinas e uma formação mais humanística é «particularmente importante», devendo ser chamados, para o processo, as associações de estudantes e todos os agentes associados à produção artística.

O Ministro sugeriu ainda às universidades portuguesas que dinamizassem, durante a Presidência Portuguesa da União Europeia e no quadro da rede europeia de instituições, um programa que estimule efetivamente a articulação entre a cultura e o ensino superior:

«O desafio que vos deixo é de tentarmos mobilizar esse esforço durante a PPUE, no primeiro semestre de 2021, para efetivamente, no quadro daquilo que já são as várias redes de universidades europeias aonde as universidades portuguesas estão inseridas, dinamizar um programa, uma ação dinamizadora para efetivamente estimular a dimensão de âmbito cultural», disse.

Manuel Heitor referiu ainda que as universidades portuguesas - tal como já acontece com a Universidade do Porto - ganham muito mais se tiverem «não apenas uma articulação a nível nacional» mas «cada vez mais a nível europeu».

Plano Nacional das Artes

A Ministra da Cultura, por sua vez, disse que Plano Nacional das Artes (PNA) será alargado ao ensino superior, uma vez que a cultura é uma presença permanente e ativa em todas as fases da educação dos alunos.

«O PNA está a transformar o ensino da componente cultural e artística nas escolas e, por isso, dando o natural seguimento a este projeto e como prova do trabalho de excelência que tem sido desenvolvido, o nosso compromisso é, agora, alargar o PNA ao ensino superior, garantindo que a cultura é uma presença permanente e ativa em todas as fases da educação e da formação dos nossos alunos», disse ainda.

Destacando a cultura como um fator de desenvolvimento humano, social e educativo, Graça Fonseca afirmou que o objetivo último das políticas culturais é «aproximar territórios, condições sociais e níveis de fruição cultural» e no qual o PNA desempenha um papel importante tornando a arte mais acessível aos cidadãos, numa lógica de inclusão.

Para a Ministra, toda a experiência adquirida tem «reforçado a ideia de que cultura e a educação como um todo têm de estar juntas», pelo que «é fundamental promover uma maior aproximação da Universidade à cultura e às artes através da implantação de planos de ação cultural alicerçados em estratégias de programação cultural».

Graça Fonseca disse ainda que o PNA tem tido um papel de liderança, assumindo, desde o seu lançamento, uma colaboração ativa com diversas instituições de ensino superior, um pouco por todo o País e nas mais diversas áreas.