O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita,
afirmou que uma das missões no novo Comandante Metropolitano de Lisboa da PSP é a «reorganização do dispositivo» desta força de segurança, de forma a aumentar a sua eficácia e a permitir um melhor aproveitamento da capacidade humana e da capacidade técnica atualmente existentes.
Na cerimónia de tomada de posse do Superintendente Paulo Pereira, como Comandante do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, Eduardo Cabrita destacou a importância deste Comando, que tem 16 divisões policiais e 123 esquadras, das quais 64 de natureza territorial, mas lembrou que «a área do Município de Lisboa dispõe de mais esquadras abertas do que Madrid ou Paris», quando os níveis de prática de fenómenos criminais são particularmente inferiores aos registados nessas cidades.
«Temos de aliar aqui uma dimensão de proximidade com uma eficácia de resposta. O tempo de hoje mede-se muito pela capacidade de responder, utilizando as novas tecnologias, quer na relação com as populações, quer nas atividades de fiscalização e na capacidade de projeção de meios», disse o Ministro.
Eduardo Cabrita enalteceu o trabalho que tem vindo a ser realizado pelo Comando de Lisboa e o seu contributo para a imagem de Portugal como um dos países mais seguros do mundo.
«A imagem da Polícia de Segurança Pública enquanto garantia do Estado de Direito Democrático, garantia das liberdades, afirma-se muito, certamente, em todos os espaços da sua área de jurisdição. Contribui, como contribuem as demais forças e serviços de segurança, para a imagem de Portugal como um dos países mais seguros do mundo. Mas é, pela sua natureza, neste Comando Metropolitano que se afirma muito desta imagem, desta capacidade operacional, desta perceção de segurança», disse Eduardo Cabrita, lembrando que nos 7 concelhos abrangidos por este Comando vivem mais de 2,2 milhões de pessoas.
O Ministro congratulou-se ainda com o facto de, no recentemente publicado Eurobarómetro, as Polícias serem consideradas como o setor de serviço público em que os portugueses têm maior confiança.
«Essa qualificação que coloca as Polícias no topo da confiança dos portugueses não nos simplifica em nada a vida. Apenas responsabiliza todos os que exercem funções neste Comando e em qualquer estrutura da PSP ou de outra força de segurança, para permanentemente trabalhar para consolidar este resultado», acrescentou.