Ministra da Justiça destaca papel da PJ no combate à cibercriminalidade
É crucial dar atenção «à criminalidade informática e ao crime grave praticado com recurso a tecnologias informáticas»

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na cerimónia dos 75 anos da Polícia Judiciária, Lisboa, 20 outubro 2020
Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na cerimónia dos 75 anos da Polícia Judiciária, Lisboa, 20 outubro 2020
A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, destacou o papel fundamental da Polícia Judiciária na prevenção e no combate à criminalidade económica e financeira e à cibercriminalidade no contexto da crise económica e social criada pela pandemia da Covid-19.
«Aos reptos a que temos de fazer face, enquanto coletivo nacional, nas dimensões sanitária, social e económica, acrescem os desafios que a prevenção e a repressão da criminalidade económica e financeira, da criminalidade de colarinho branco, da criminalidade organizada, da violência doméstica (na sua expressão mais radical) e da cibercriminalidade colocam às instituições responsáveis pela prevenção e repressão criminal», disse Francisca van Dunem na cerimónia comemorativa dos 75 anos da Polícia Judiciária, onde esteve também o Presidente da República.
A Ministra disse que é crucial «dar atenção particular à criminalidade informática e ao crime grave praticado com recurso a tecnologias informáticas», que vão desde a usurpação de identidades, aos crimes de ódio, passando pela pornografia infantil e os abusos sexuais de menores.
Para Francisca Van
Dunem, o atual contexto de pandemia «favorece a emergência deste tipo de
criminalidade» pelo que se impõe «uma atenção redobrada, para prevenir e
reprimir o crime, reparar os danos e proteger as vítimas» através de ações das
forças e serviços de segurança mais proativas e menos reativas.
Estratégia
Nacional de Combate à Corrupção
A Ministra relembrou que o Governo inscreveu, entre os seus objetivos fundamentais, o combate à corrupção e a fenómenos conexos e através da elaboração de uma Estratégia Nacional para orientar nos próximos quatro anos a política criminal de combate à corrupção.
«Na Estratégia reconhece-se o papel central da Polícia Judiciária na prevenção e, em particular, na repressão desta criminalidade, com recurso a técnicas de investigação específicas e a meios de polícia científica, bem assim como a necessidade de permanente reforço das suas capacidades», frisou.
Francisca Van Dunem disse ainda que a implementação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção não dispensa a necessidade de mais investimento em meios humanos e técnicos, designadamente, através da implementação de ferramentas informáticas que facilitem a busca, a pesquisa e o rastreio.
«O Programa de combate à corrupção é indissociável do robustecimento do Gabinete de Recuperação de Ativos, do bom funcionamento da Unidade de informação Financeira – UIF e da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística», afirmou a Ministra, acrescentando que vai ser aberto ainda este ano um concurso para 30 especialistas.
Francisca Van Dunem destacou ainda, na sua intervenção, as melhorias da resposta técnico-científica e pericial da PJ através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime (UNC3T) e da Unidade de Perícia Tecnológica e Informática e a abertura de concursos que vão permitir, em menos de dois anos, reforçar em mais de 250 os elementos de investigação criminal.
