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Notícias

2019-11-29 às 11h06

Ministra da Agricultura destaca valorização dos produtos endógenos para levar a marca de Portugal além-fronteiras

Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, na XX Feira do Montado, Portel, 28 novembro 2019
 Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, marcou presença na XX Feira do Montado, em Portel. Durante a sessão de abertura, Maria do Céu Albuquerque fez uma intervenção direcionada para a valorização dos montados de sobro e azinho nas suas várias vertentes.
 
A Ministra destacou a forte aposta na valorização dos produtos endógenos e que representam a aposta na marca «Portugal» e que é reconhecida além-fronteiras pelos melhores motivos: «É preciso manter os nossos territórios vivos. O nosso território, o Portugal profundo, está cheio de iniciativas promovidas pelas autarquias que querem valorizar os seus produtos, as suas tradições, as suas pessoas e com isso acrescentar valor à economia local e criar as melhores condições de vida a quem servem. Por isso, a valorização do Montado é, para esta região, determinante, até porque tem um potencial imenso não só para a economia, mas também para a valorização das pessoas».
 
Maria do Céu Albuquerque reafirmou que este Governo acredita num modelo de agricultura pujante, competitiva mas que seja também amiga do ambiente, preparada para o mercado e que crie emprego. Mas esta agricultura competitiva só pode sair reforçada se também der espaço a uma agricultura que esteja relacionada com o desenvolvimento rural, com a valorização da atividade agrícola de pequena dimensão, familiar e também para a agricultura biológica.

A Feira do Montado é uma iniciativa com duas décadas de história e envolve produtores de várias gerações. Foi neste sentido que Maria do Céu Albuquerque destacou o setor da agricultura, como um setor que quer renovar-se, garantir a continuidade e que assim responde aos desafios a que o governo se propõe na próxima legislatura: «Isso faz-me crer que vamos contar com a agricultura na resposta às questões demográficas que enfrentamos, contrariando o despovoamento e contribuindo para um desenvolvimento coeso do território. Um desenvolvimento que nos permita combater as desigualdades e incentivar outras modalidades de agricultura como a agricultura familiar e a agricultura biológica».

«Queremos que as ferramentas tecnológicas utilizadas possam chegar a todos, queremos que a capacitação seja transversal e que a partilha de conhecimentos seja uma realidade. E a agricultura já o está a fazer, mas tem de sair reforçada», afirmou Maria do Céu Albuquerque.

Ainda segundo a Ministra, «a agricultura é um dos setores da economia que está mais exposto aos riscos associados às alterações climáticas, às catástrofes naturais cada vez mais frequentes e com impactos negativos no rendimento agrícola, e à degradação do capital natural, de que são exemplos a degradação do arvoredo, a erosão e a perda de produtividade do solo ou a escassez de água. É, então, fundamental que, cada vez mais, a exploração agrícola tenha capacidade para reagir às adversidades climáticas. É preciso disponibilizar mecanismos que permitam criar a sustentabilidade ambiental. Só garantindo a sustentabilidade ambiental, é que podemos garantir a sustentabilidade agrícola, a sustentabilidade económica e, essencialmente, sustentabilidade social».

Maria do Céu Albuquerque afirmou também que «hoje, aqui, naquele que representa uma das maiores manchas de montado da Península Ibérica, afirmamos e constatamos que o montado contribui para a existência de uma importante economia de produtos associados. A diversidade de recursos que possui reflete-se na oferta de um grande número de produtos e serviços de valor económico e social, tais como a criação de gado, a fauna bravia, o porco preto e a cabra serpentina, o mel, o azeite, a madeira, a cortiça, a lenha, os frutos e plantas silvestres, o artesanato e o turismo».

Os números associados à cortiça mereceram também o destaque da Ministra da Agricultura: «quero lembrar que Portugal é líder mundial na cortiça. As exportações representam aproximadamente 0,5% do PIB e 1,8% do valor das exportações totais portuguesas». 

A finalizar a sua intervenção, Maria do Céu Albuquerque referiu que neste momento «estamos a definir o Plano Estratégico para a Política Agrícola Comum, tendo por base aquilo que são as diretrizes da União Europeia para garantir a alimentação em quantidade, mas essencialmente em qualidade a todas e a todos e, sobretudo, para garantirmos o equilíbrio entre ambiente, entre economia e entre a qualidade de vida das pessoas. É preciso um esforço coletivo para podermos desenvolver o nosso país e criar as melhores oportunidades para todas e todos».