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2020-02-20 às 18h16

Metrobus «revolucionará mobilidade na região» de Coimbra

Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, no lançamento da empreitada para abertura do canal de Metrobus, Coimbra, 20 fevereiro 2020
Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, no lançamento da empreitada para abertura do canal de Metrobus, Coimbra, 20 fevereiro 2020
O projeto Metrobus «revolucionará a mobilidade na região, e será mais um elo da transformação de mobilidade que queremos realizar», afirmou o Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, durante o lançamento da empreitada para a abertura do canal deste meio de transporte, em Coimbra.

«Se estamos a fazer fortes e relevantes investimentos na ferrovia, seja no material circulante, seja na infraestrutura, também aqui, com este projeto, queremos fazer a transformação que urge realizar», disse ainda.

O Secretário de Estado disse que este investimento vai «dar um importante impulso na melhoria da mobilidade nesta região», que já tinha sido afetada com a redução do serviço ferroviário, em 2010. «As pessoas da região merecem e têm esse direito» e o Metrobus - que a Metro do Mondego está a criar - é o instrumento que falta para que isso se materialize», acrescentou. 

Jorge Delgado referiu ainda que ter infraestruturas de qualidade é «um dos grandes desafios de qualquer país» e que as mesmas são cruciais para o seu desenvolvimento e crescimento.

O Secretário de Estado explicou também que a solução de Metrobus «não é a que tinha sido prometida inicialmente», mas foi a encontrada após uma análise comparativa feita pelos técnicos da Infraestruturas de Portugal, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e da Metro do Mondego. «É um projeto pioneiro em Portugal de que todos nos devemos orgulhar», frisou.

Financiamento por fundos europeus

Jorge Delgado disse que a maior parte do financiamento do projeto será proveniente de fundos europeus através do Portugal 2020. A menor parte (26%, o equivalente a 22 milhões de euros) está prevista no Orçamento do Estado para o Sistema de Mobilidade do Mondego. 

Este valor inclui, disse o Secretário de Estado, «intervenções não só no antigo ramal ferroviário da Lousã, mas também a construção de uma linha urbana, em Coimbra, entre a Baixa e os Hospitais da Universidade».

Compromisso do Governo «é total e absoluto»

Jorge Delgado referiu que esta «é uma intervenção fundamental e imprescindível, para o sistema de Metrobus» e uma solução para «um problema da cidade», acrescentando que o compromisso do Governo «com este projeto é total e absoluto».

«Conseguiremos cumprir aquilo a que nos propomos: fazer todas as obras e iniciar a operação, de forma faseada, ainda em 2022, concluindo este processo até ao final de 2023, data em que o sistema deverá estar integralmente em serviço», disse ainda.

O objetivo é «ter um serviço de transportes moderno, confortável, frequente e com ligações diretas ao centro da cidade de Coimbra a partir de Serpins, da Lousã e de Miranda do Corvo e fazendo interface com os transportes urbanos de Coimbra e com a CP», concluiu.