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Notícias

2020-05-20 às 11h29

Medidas extraordinárias capacitaram empresas para novos mercados

Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação da Assembleia da República, Lisboa, 20 maio 2020
A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, elogiou a resposta dada pelas empresas portuguesas no âmbito da crise sanitária mundial e que permitiu «potenciar a ambição de se tornarem mais competitivas e exportadoras».

Na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, a Ministra destacou o sucesso «dos avisos dedicados a empresas que precisavam de continuar a trabalhar e estavam limitadas em termos de matéria prima e de procura e também dos incentivos para redirecionar produção, respondendo às necessidades do País».

«Com o aviso que fizemos na inovação produtiva, capacitámos empresas para novas áreas, para o pós-pandemia, potenciando a ambição de se tornarem mais competitivas e exportadoras», sublinhou.

Ana Abrunhosa realçou também que uma parte significativa destas empresas «deram um passo empreendedor e decidiram avançar mesmo sem saber que iam ter apoio».

A verba inicial prevista era de 46 milhões de euros mas os apoios já foram mais do que duplicados, para 100 milhões de euros, e a Ministra da Coesão Territorial referiu que o valor pode não ficar por aqui.

«Temos resultados que falam por si: 110 projetos de microempresas que representam 59 milhões de euros de investimento e um apoio de 47 milhões de euros. Temos 1112 candidaturas com 660 milhões de euros de investimento e fundos europeus de 536 milhões de euros mais do que cinco vezes o valor do aviso», acrescentou.

A Ministra destacou como empresas com uma longa tradição num setor foram capazes de se reinventar para dar resposta a uma situação extraordinária, fazendo em poucas semanas o que poderia demorar anos a conseguir.

Resposta ao programa Adaptar

A Ministra da Coesão Territorial sublinhou também o impacto que o programa Adaptar, que pretende auxiliar as empresas a fazer face às novas regras de higiene e segurança para proteger trabalhadores e devolver a confiança, está a ter desde que os avisos foram publicados a 15 de maio.

O programa garante financiamento para microempresas com 80% a fundo perdido e para Pequenas e Médias Empresas com 50% a fundo perdido «para que possam adquirir máscaras, luvas, viseiras, para que instalem medidas de segurança, digitalizem parte dos serviços, reorganizem o espaço de trabalho», entre outras coisas.

«Tivemos a preocupação de tornar as respostas tão rápidas quanto possível, com dez dias para as microempresas e 20 dias úteis para Pequenas e Médias Empresas», acrescentou.

Na área das microempresas, já houve 7544 candidaturas com mais de 29 milhões de euros de intenção de investimento e um apoio solicitado de 23 milhões de euros. Ao nível das Pequenas e Médias Empresas foram apresentadas 312 candidaturas, com um investimento total de 8,7 milhões de euros.