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2021-06-22 às 16h44

Livro Verde Sobre o Futuro do Trabalho identifica investimento nas qualificações e agenda do trabalho digno como prioritários

Apresentação do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, durante a apresentação pública do Livro Verde sobre o Futuro do Trabalho, Lisboa, 22 junho 2021 (Foto: João Bica)
A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, afirmou que o Livro Verde Sobre o Futuro do Trabalho (LVFT) assume como prioritários a aceleração do investimento nas qualificações e agenda do trabalho digno.

Ana Mendes Godinho falava na sessão de abertura da apresentação do LVFT, onde estiveram também presentes o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, e o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira.

O documento, que está em consulta pública até ao fim do dia de hoje, visa contribuir para definição de futuras políticas públicas e responder aos desafios do pós-pandemia no mundo do trabalho.

Na sua intervenção, a Ministra referiu que a «aceleração do investimento em qualificações competitivas e qualificações dinâmicas», com «a capacidade de reconversão e conversão de formação ao longo da vida», são críticas para a «dupla transição ambiental e digital».

Relativamente à agenda de trabalho digno, Ana Mendes Godinho referiu que a mesma é transversal, também, «a todas as áreas que aqui possamos discutir relativamente aos desafios do futuro do trabalho», sobretudo em matéria de «sistemas de proteção social inclusivos» e que consigam «retratar também as novas e as velhas formas de trabalho de uma forma muito mais aberta».

Nestes «tempos de transformação», a Ministra afirmou ainda que se abrem oportunidades «aos novos nómadas digitais» e, também, «aos novos territórios do interior».

«É cada vez mais um desafio» e «esta revolução ambiental e digital que vivemos é um momento que temos que aproveitar para garantir que esta é uma revolução que garante também a construção de um mercado de trabalho inclusivo, justo colaborativo, inovador, competitivo e solidário», acrescentou.