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Notícias

2019-11-04 às 13h17

«Investimento que se iniciou na ferrovia já não vai parar»

Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, na viagem para a consignação da construção do troço ferroviário Alandroal-Elvas , Elvas, 4 novembro 2019
Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, na consignação da construção do troço ferroviário Alandroal-Elvas , Elvas, 4 novembro 2019
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e o Secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, participaram na cerimónia de assinatura do Auto de Consignação da construção do novo troço ferroviário entre Alandroal e Elvas (ligação à Linha do Leste). 

«Não estamos aqui a fazer nenhum anúncio, nenhuma promessa. Este é o último ato que depende do Estado, é a consignação. A partir de agora cabe ao empreiteiro concretizar a obra», afirmou o Ministro, lembrando que existe um «atrasado de décadas» no investimento na ferrovia que é preciso agora recuperar para «termos uma rede ferroviária de que nos possamos orgulhar, que sirva as nossas regiões, que sirva as nossas populações». 
 
O troço com 38,4 quilómetros faz parte da nova Linha de Évora e integra o futuro Corredor Internacional Sul, desenvolvido no âmbito do Programa Ferrovia 2020. A empreitada que vai ligar Alandroal a Elvas representa um investimento de mais de 130 milhões de euros, com um prazo de execução de 860 dias, entregue ao consórcio Sacyr Somague/Sacyr Infraestructuras.
 
«O investimento que se iniciou na anterior legislatura já não vai parar», afirmou o Ministro. «Num quadro de investimento para todo País, voltámos a apostar na ferrovia, não só para o transporte de mercadorias, mas também para o transporte de passageiros», acrescentou. 

Pedro Nuno Santos frisou que «não existe melhor instrumento para promover a coesão, para aproximar o território, do que a ferrovia», e que é essa a aposta do Governo. 

E enumerou as grandes vantagens dessa aposta: «A ferrovia tem vantagem do ponto de vista ambiental, do ponto de vista da mobilidade e do ponto de vista macroeconómico. Um País fortemente dependente de importações, nomeadamente do combustível fóssil, e que necessita de o substituir, fá-lo com a ferrovia. E um País que dependa menos de importações é um País que investe mais na ferrovia». 
 
O Ministro referiu também o impacto desta nova empreitada para a região do Alentejo e para o aprofundamento das relações económicas entre Portugal e Espanha: esta linha ferroviária «vai permitir potenciar ainda mais o Porto de Sines, apoiando o Porto de Sines, apoiando o Alentejo, apoiando a economia portuguesa, apoiando os nossos investidores. E assim promover o desenvolvimento das regiões, do País e melhorar as condições de vida do nosso povo». 

Pedro Nuno Santos lembrou que apesar da fronteira e da história comuns, ainda há «muitos quilómetros para fazer» no aprofundamento da economia ibérica. 

A nova Linha de Évora terá uma extensão total de cerca de 100 quilómetros, 80 dos quais de construção nova. É constituída pelos subtroços Évora Norte/Freixo (com 20,5 quilómetros de extensão), Freixo/Alandroal (com 20,5 quilómetros) e Alandroal/Elvas (ligação à Linha do Leste com 38,4 quilómetros). 

Ao longo de todo o troço serão construídas 52 passagens superiores e inferiores à via férrea, 29 pontes e viadutos ferroviários e 3 estações técnicas.

A construção desta nova plataforma ferroviária será a maior extensão de caminho-de-ferro construída há mais de um século em Portugal.