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2021-03-04 às 23h12

Investimento do PRR na qualidade dos serviços públicos vai permitir melhorar o «ambiente de negócio para as empresas»

Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão (Foto: António Cotrim/Lusa)
A Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, disse que o investimento na qualidade dos serviços prestados e na redução dos custos de contexto, previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vai permitir melhorar o «ambiente de negócio para as empresas». «Para isso, vão contribuir também as componentes da transição digital na área das Finanças, Segurança Social e Justiça, bem como a redução significativa das barreiras legais e regulamentares ao investimento», acrescentou.
 
Alexandra Leitão falava na Comissão para a Modernização Administrativa, onde apresentou as componentes do plano relativas à dimensão transversal da transição digitalização na Administração Pública, que corresponde a um investimento superior a 600 milhões de euros, aplicados em áreas fundamentais como o atendimento dos serviços públicos, a interoperabilidade e a utilização dos dados, a cibersegurança e a capacitação.
 
Referindo-se ao Portal Digital Único nacional, que se constituirá como uma Loja de Cidadão virtual, a Ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública explicou que, além do redesenho o portal – uniformizando o interface dos cidadãos e das empresas com os diversos serviços da AP – o investimento mais significativo será canalizado para os processos de desmaterialização, interoperabilidade, integração de sistemas e a partilha de dados. «Tudo o que, apesar de não ser visível, está relacionado com os serviços digitais e garante que os processos ocorram de forma totalmente segura e com um número de interações cada vez menor, sem que os utilizadores se percam num labirinto virtual de páginas e links. Assim poupando tempo, recursos aos cidadãos e às empresas», concluiu.
 
Sobre a Capacitação da Administração Pública, Alexandra Leitão avançou que o Governo pretende «rejuvenescer e reforçar a qualificação dos recursos humanos da Administração Pública, com destaque para as competências digitais cada vez mais necessárias e criando condições para adoção de modelos mais ágeis e adaptativos para prestação do trabalho em funções públicas». Nesse sentido, serão criados programas de vários níveis, seja para combater a infoexclusão seja para melhorar o domínio de tecnologias emergentes. O INA, em articulação com instituições de ensino superior, vai também oferecer formação superior e avançada em gestão, destinada a dirigentes e técnicos superiores.