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Notícias

2019-12-18 às 14h59

Investimento de 80 milhões para combater as cheias

Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, na cerimónia de assinatura do contrato do projeto «Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Ceira face às Alterações Climáticas», Coimbra, 18 dezembro 2019 (Foto: Paulo Novais/Lusa)
O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que o Governo tem investimentos de 80 milhões de euros distribuídos em cerca de 30 projetos para combater as cheias a nível nacional.
 
Em Coimbra, na cerimónia de assinatura do contrato do projeto «Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Ceira face às Alterações Climáticas», o Ministro salientou que quase 50 milhões da verba total dizem respeito a intervenções no Mondego.
 
«Com este investimento, em conjunto com duas grandes obras no Mondego [desassoreamento do leito e recuperação de margem em Coimbra], depois com o leito periférico também no Mondego a jusante de Coimbra e no rio Arunca, estamos a falar de quase 50 milhões de euros investidos na recuperação da rede hidrográfica em torno de Coimbra e centrada no Mondego e nos seus efluentes», referiu.
 
Matos Fernandes acrescentou que há ainda «mais quase 20 milhões de euros em intervenções exclusivamente com soluções naturais em 1000 quilómetros da rede hidrográfica, que correspondem aos 64 municípios que em 2017 e 2018 foram percorridos por grandes incêndios».
 
Intervenção no Rio Ceira
 
O projeto «Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Ceira face às Alterações Climáticas» tem o objetivo de utilizar soluções naturais para garantir a regularização do leito: «Mas temos de perceber que a intervenção tem uma componente de proteção de Coimbra porque, sendo um rio sem qualquer regularização, pode provocar cheias em Coimbra».
 
«Vamos ter mesmo um rio Ceira sem um grama de betão, apenas com métodos e materiais naturais, nos quais vamos poder ter muito mais vida no ecossistema natural e muito mais vida também na relação desse ecossistema com as margens, porque este é um rio que as populações sempre usaram e viveram, e, por isso, a componente social e sociológica desta intervenção é da maior importância», acrescentou.
 
O projeto «Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Ceira face às Alterações Climáticas», apoiado pelo EEA Grants 2014-2021, mecanismo financeiro do Espaço Económico Europeu, tem um orçamento de 2,6 milhões de euros e um prazo de execução de 36 meses.

Baseado numa abordagem ambiental, visa consciencializar as populações locais para a mitigação e adaptação das suas atividades às alterações climáticas neste território.

O projeto é coordenado pela Região Hidrográfica do Centro da Agência Portuguesa do Ambiente, tendo como parceiros a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, os municípios de Arganil, Góis, Lousã e Pampilhosa da Serra e a Direção Norueguesa para a Proteção Civil.