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2020-06-23 às 13h33

Intervenções nas escolas permitem reanimar economia

Primeiro-Ministro António Costa na assinatura de um protocolo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses para a remoção de amianto em edifícios escolares, Odivelas, 23 junho 2020 (Foto: Rodrigo Antunes/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o ciclo de intervenções nas escolas portugueses para a remoção de fibrocimento e para dar resposta a outras necessidades vai contribuir para reanimar a economia e a geração de emprego.

Na Escola Secundária de Ramada, Odivelas, na assinatura de um protocolo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses para a remoção de amianto em edifícios escolares, o Primeiro-Ministro salientou a necessidade de «controlar o crescimento do desemprego e reativar a economia para que possa voltar a gerar emprego».

António Costa acrescentou que «um dos objetivos do Programa de Estabilização Económica e Social é lançar um conjunto de obras que dinamizem economicamente a criação de emprego», referindo que as intervenções nas escolas vão ter múltiplos benefícios.

«Procurámos fazer um dois em um: remover um problema que se arrasta há muitos anos nas escolas e é um risco para a saúde pública e, ao mesmo tempo, mobilizar recursos para fazer estas intervenções e atacar também o problema da paralisia da economia e geração do desemprego», disse.

Estas intervenções podem ser realizadas descentralizadamente pelos municípios, uma vez que não mobilizam, cada uma delas, verbas muito avultadas e, desta forma, o território nacional «pode contribuir para reanimar uma das atividades mais importantes e mais geradoras de emprego, que é o setor da construção».

Fundos comunitários com apoios de 60 milhões de euros

O Primeiro-Ministro realçou que este programa mobiliza 60 milhões de euros de fundos comunitários distribuídas por 578 escolas. «Não vamos só intervir no fibrocimento. Há outras intervenções que vão existir com o objetivo de dinamização económica do emprego para estancar o desemprego, estabilizar a economia e proteger o rendimento das famílias», disse.

António Costa aproveitou o discurso para agradecer a «capacidade extraordinária» revelada por docentes, famílias, alunos e auxiliares de ação educativa para transformar a escola numa primeira fase no ensino à distância e depois num misto entre ensino à distância e presencial.

O primeiro objetivo para o ano letivo 2020/2021 vai ser a recuperação dos défices de aprendizagem deste ano. «O estudo em casa foi muito importante, a escola digital foi muito importante, mas nada substitui o ensino presencial», disse.

António Costa reiterou a aposta nos apoios tutoriais, que já tinha sido manifestada durante a intervenção do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e frisou a necessidade de «garantir a esta geração que não só não perdeu o ano como não perdeu a oportunidade de aprender».

A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, também esteve presente na assinatura do protocolo.