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Notícias

2020-04-03 às 17h21

«Indústria nacional tem mostrado disponibilidade para adaptar a sua capacidade produtiva»

«A indústria nacional tem mostrado disponibilidade para adaptar a sua capacidade produtiva para equipar o sistema de saúde», afirmou o Secretário de Estado da Saúde, António Sales, na conferência diária sobre a evolução do Covid-19 em Portugal.

Durante a sua intervenção inicial, António Sales destacou «a capacidade de transformação das empresas em cenário de crise», que está a conseguir manter os empregos e, «ao mesmo tempo, ajudar o Serviço Nacional de Saúde e todos os trabalhadores que neste momento estão na linha da frente do combate à Covid-19».

Para o efeito, as áreas governativas da Saúde e da Economia criaram um catálogo com as orientações técnicas para colocação no mercado dos equipamentos. Este recurso já está disponível online (covid19.min-saude.pt) e as empresas podem inscrever-se para produzir material como luvas, mascaras, zaragatoas, batas, entre outros equipamentos, estando atualmente inscritas 100 empresas, que aguardam validação das autoridades competentes

O Secretário de Estado explicou ainda que estes equipamentos «não necessitam de marcação CE, mas têm de garantir as normas de segurança», que são sempre validadas a fiscalizadas pelo Infarmed e pela ASAE.

«Esta parceria é crucial para garantir que são dadas as respostas corretas com garantia de segurança às necessidades mais prementes», acrescentou.

Prioridade continua a ser o aumento de testagem

Relativamente à testagem, António Lacerda referiu que esta continua a ser uma prioridade para deteção de casos de infeção e que «entre 1 de março e 1 de abril foram processadas cerca de 86 mil amostras para covid-19». Só no dia 1 de abril foram processadas cerca de 7.900 amostras.

O Secretário de Estado disse ainda que o executivo está a tentar «melhorar o tempo de resposta dos laboratórios convencionados».

Antes de terminar, António Sales relembrou que este é «o mês mais crítico da pandemia» e reforçou a importância do isolamento social acrescentando que «não podemos vacilar».