Saltar para conteúdo

Notícias

2020-02-10 às 18h00

Governo vai generalizar o modelo das Unidades de Saúde Familiar

Inauguração das Unidades de Saúde Familiar
Primeiro-Ministro António Costa e Ministra da Saúde, Marte Temido, na inauguração da Unidade de Saúde Familiar de Ramalde, Porto, 10 fevereiro 2020 (foto: Paulo Vaz Henriques)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o Governo irá generalizar o modelo das Unidades de Saúde Familiares ao longo da legislatura, por ser um «modelo de gestão ideal» dos cuidados de saúde primários, na inauguração das Unidades de Saúde Familiar de Ramalde e da Batalha, no Porto.

«A experiência está feita e os resultados são conhecidos. Se correu bem, só há uma coisa a fazer: é generalizar este modelo como o modelo de gestão ideal para todos os cuidados de saúde primários», disse, na inauguração da USF da Batalha, já em funcionamento. 

Com a generalização do modelo, o Governo quer proporcionar às pessoas cuidados de saúde primários mais acessíveis, maior oferta de valências médicas e instalações com melhores condições, disse António Costa. 

O Primeiro-Ministro referiu que as USF devem ser locais onde as pessoas encontram as respostas para os cuidados que, na globalidade, necessitam, reservando para os hospitais os cuidados diferenciados que não podem estar descentralizados nestas unidades. 

Modelo com provas dadas 

A experiência das unidades de saúde familiares provou que são um bom modelo, pelo trabalho de equipa e pelas sinergias que permite, pela criação de condições de maior atratividade e motivação para os profissionais, e pela prestação de melhores cuidados de saúde, disse igualmente. 

Investir neste modelo é também uma forma de incentivar os utentes a «não irem a correr para os hospitais» de cada vez que tenham um problema, mas sim a dirigirem-se ao seu médico de família e à sua unidade de saúde, disse ainda. 

António Costa lembrou que uma das prioridades do Governo é o investimento nos cuidados de saúde primários como sendo a «grande porta de entrada universal» no Serviço Nacional de Saúde.

«Este esforço é muito importante e tem de ser prosseguido, daí termos alargado as condições de acessibilidade, nomeadamente através da isenção das taxas moderadoras em todos os cuidados prestados nas unidades de saúde de cuidados primários», declarou. 

O Primeiro-Ministro disse ainda que o Governo sabe «bem que não basta colocar mais dinheiro no Serviço Nacional de Saúde; é preciso também gerir melhor esse dinheiro».

Número de consultas aumentou

A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que em 2019 foram realizados 31,5 milhões de consultas médicas de cuidados primários no Serviço Nacional de Saúde, acrescentando que «isto significa que, desde 2015, conseguimos crescer 3,5% em consultas médicas de cuidados primários no SNS, algo bem diferente do decréscimo de 7% registado entre 2011 e 2015».

A Ministra destacou ainda que, na anterior legislatura, foram remodeladas ou construídas de raiz 69 unidades de cuidados de saúde primários, estando atualmente a ser trabalhadas mais 13.
«Vamos continuar a aposta clara nos cuidados de saúde primários, na certeza de que são a melhor porta para o acesso universal aos cuidados de saúde», disse. 

Marta Temido disse ainda que a saúde é uma «responsabilidade clara do Estado», acrescentando que «queremos mais consultas, queremos consultas de psicologia, nutrição, saúde oral, visual e queremos também consultas descentralizadas porque queremos, cada vez mais, que o SNS seja uma resposta integrada». 

As Unidades de Saúde de Ramalde e da Batalha, ambas no Porto, reforçam a capacidade de resposta do SNS, melhorando a prestação de cuidados de saúde de proximidade aos cerca de 27 000 utentes nelas inscritos.