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2019-10-27 às 15h57

Vão ser criados incentivos para recrutar e reter talento nas Forças Armadas

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, nas comemorações do Dia do Exército, Setúbal, 27 outubro 2019
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que vão ser criados «incentivos financeiros e de outra natureza, para recrutar e reter talento nas Forças Armadas».

Durante as comemorações do Dia do Exército, em Setúbal, João Gomes Cravinho referiu também que o Governo «permanece plenamente empenhado neste objetivo» e que garante ainda «os efetivos necessários às exigências atuais». O Ministro disse também que há necessidade de se aumentar a presença feminina no Exército, que se situa atualmente nos 10,4%.

Relativamente à «valorização da carreira militar» e sua dignificação, João Gomes Cravinho afirmou que a solução «passa também pelo reforço dos apoios aos antigos combatentes e aos deficientes das Forças Armadas, acrescentando que «sem cuidarmos do passado, não saberemos cuidar do futuro». 

O Ministro referiu ainda a aprovação do Plano para a Profissionalização e do Plano para a Igualdade nas Forças Armadas, o que confirma o empenho do Governo nesta matéria.

Contributo do Exército para prestígio nacional

Numa País em que o Exército faz parte do «imaginário nacional» tenso sido ainda responsável pela «configuração de uma nação independente há mais de 900 anos», João Gomes Cravinho destacou «o papel incontornável que esta instituição desempenha na defesa militar» de Portugal.

«Não somos ingénuos ao ponto de pensar que o nosso País e a estabilidade de que usufruímos é predestinada, ou que será permanente. Trabalhamos diariamente, muitas vezes de forma discreta, para que essa seja a realidade dos portugueses, e também a realidade de quem nos escolhe como País de residência ou de abrigo temporário», disse ainda.

Durante a sua intervenção, o Ministro destacou também o contributo desta Ramo das Forças Armadas para o prestígio nacional, através do cumprimento de missões internacionais no âmbito das «Nações Unidas, da Aliança Atlântica e da União Europeia e em cenários tão diversos como a República Centro Africana, o Afeganistão, o Iraque, o Mali, a Colômbia, a Somália, e também na nossa Europa, no Kosovo ou na Roménia».

No caso da cooperação com os países africanos de língua portuguesa e Timor Leste, João Gomes Cravinho referiu que «o Exército contribui para a consolidação de estruturas estatais que reforçam a segurança regional e que reafirmam a relevância do nosso País nessas latitudes».

«Satisfação de necessidades básicas e melhoria da qualidade de vida» dos portugueses

O combate aos fogos rurais, apoio à Proteção Civil, satisfação de necessidades básicas e melhoria da qualidade de vida das populações, são outras das missões - neste caso em território nacional - apontadas pelo Ministro.

«Só neste ano o Exército empenhou cerca de 11 mil militares neste tipo de missões, realizando mais de 4700 patrulhas de vigilância. Na resposta à crise energética do verão passado, o Exército envolveu 673 militares em 60 missões, que contribuíram decisivamente para o normal funcionamento do nosso País. Mas também na resposta a calamidades naturais, em Moçambique, ou mais recentemente nos Açores, o Exército esteve presente», lembrou João Gomes Cravinho.
Áreas:
Defesa Nacional