O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que o Governo tem o objetivo de garantir que os agentes em início de carreira no Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública possam ter acesso a uma residência que lhes permita resolver o problema de acesso ao mercado de habitação na cidade.
Na Amadora, na cerimónia comemorativa do 152.º aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, o Ministro
realçou que «os polícias, ao contrário de outras profissões, não podem recusar a colocação neste comando […] e não têm subsídio de residência integrada na sua estrutura remuneratória».
Eduardo Cabrita sublinhou que o Governo vai trabalhar ativamente para assegurar uma resposta «com o recurso de meios próprios do Orçamento do Estado, de dotação dos serviços sociais e, também, cooperação com alguns municípios que manifestaram já disponibilidade num trabalho ativo nesta matéria».
O Ministro salientou também que, para dar resposta à falta de operacionais, «mais de 50% dos agentes que concluíram a última formação foram destinados, exclusivamente, ao Comando Metropolitano de Lisboa e isso, provavelmente, acontecerá dentro de poucos meses quando novos 600 polícias concluírem a sua formação».
O Comando Metropolitano de Lisboa «é a maior unidade da PSP, garantindo a segurança de mais de dois milhões de portugueses numa zona marcada pela inovada densidade populacional, pela uma crescente pressão turística, por uma dimensão de multiculturalidade e por uma singularidade de concentração de eventos, com uma grande presença de populações de características e de origens muito diversificadas».
Nos 152 anos da estrutura policial, Eduardo Cabrita expressou «o reconhecimento e uma homenagem aos cerca de 7500 homens e mulheres que defendem a segurança dos portugueses no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP».