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2020-10-02 às 17h45

Empresas de base tecnológica são fundamentais para competitividade e sustentabilidade da agricultura

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, na apresentação da ELIO Tecnologia em Évora, 2 outubro 2020
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, destacou a aposta da empresa luso-brasileira ELIO Tecnologia, com sede em Évora, na tecnologia para oferecer serviços de precisão para o setor agroflorestal.

Na apresentação da empresa, o Ministro sublinhou que «é estruturante porque reúne um centro tecnológico português», o Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), com uma empresa estrangeira.

«É particularmente importante, em termos de política industrial, que a entrada de empresas estrangeiras em Portugal seja feita em estreita articulação com instituições que possam apropriar o conhecimento e, depois, em Portugal, desenvolver raízes fortes para o exportar», acrescentou.

Manuel Heitor referiu que esta empresa tem este objetivo de se associar a um grande centro tecnológico «com o objetivo de criar uma plataforma de novos serviços para a agricultura sustentável em Portugal» e inserida no contexto europeu.

Esta ligação surge «numa área particularmente crítica para Portugal e para a Europa, que é o aumento da produtividade dos solos reduzindo a pegada ecológica e, por isso, o uso de químicos, mas também preservando a sustentabilidade de um recurso que é escasso, que é a água».

A ELIO Tecnologia recorre à tecnologia aeroespacial, aeronáutica, robótica e inteligência artificial para oferecer soluções de precisão para a agricultura, pecuária e floresta.

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, também esteve presente na apresentação da empresa em Évora.

A titular da pasta da Agricultura congratulou-se com este investimento em Évora e afirmou que «estas empresas de base tecnológica são fundamentais para assim colocam o conhecimento, a tecnologia e a inovação ao serviço da agricultura, ajudando-a a ser mais competitiva, mais rentável e mais sustentável».

«O uso da tecnologia no setor, com tudo que já é possível fazer com ela, como as melhores imagens e informação georreferenciada, ou soluções construídas a partir de integração de sensores óticos, robótica, tecnologia aeroespacial ou inteligência artificial, permite fazer uma melhor gestão e diminuição da pressão sobre a utilização dos recursos naturais», acrescentou.
 
Maria do Céu Antunes disse ainda que «são soluções como estas que hoje foram aqui apresentadas no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, que permitem ao setor da agricultura ser mais eficiente, e aos produtores ter mais rendimento, mais inclusão digital e mais inovação tecnológica, tal como queremos promover com a Rede de Inovação».