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Notícias

2020-01-08 às 15h24

Fundo de apoio à reconstrução de Moçambique aprova projetos de 1,9 milhões de euros

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, no seminário Cooperação, Cultura e Língua, do instituto Camões, Lisboa, 8 janeiro 2020 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)
Projetos de cinco organizações não-governamentais portuguesas vão participar no esforço de reconstrução de Moçambique, após a passagem dos furacões Idai e Kenneth, num investimento de 1,9 milhões de euros, anunciou o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na abertura do seminário anual sobre cooperação, cultura e língua promovido pelo instituto Camões, em Lisboa.

«Os cinco projetos que foram aprovados mobilizarão 1,950 milhões de euros», disse o Ministro, acrescentando que resultam de candidaturas aprovadas no âmbito do Fundo de Apoio à Reconstrução e Desenvolvimento de Moçambique.

O fundo, criado pelo Governo português na sequência dos ciclones Idai e Kenneth, que atingiram o centro de Moçambique, nomeadamente a região da Beira, em 2019, mataram quase 700 pessoas e destruíram muitas infraestruturas, afetando cerca de 2,2 milhões de pessoas.

Santos Silva sublinhou a qualidade das propostas apresentadas e destacou o elevado número de candidaturas apresentadas ao abrigo do fundo, composto por dinheiro do Estado, incluindo municípios, associações, fundações e empresas. 

Educação, saúde e segurança alimentar

A educação, a saúde e a segurança alimentar são os principais setores a que se destinam os projetos das organizações Apoiar, Fundação Fé e Cooperação, Health 4 Moz, Helpo e Oikos. 

«Ficaremos muito melhor sabendo que as comunidades rurais beneficiarão de uma intervenção para melhorar os seus níveis de nutrição, higiene e saneamento público, em Sofala e no Dondo. Ficaremos mais contentes com o facto de podermos apoiar a reabilitação de instalações e espaços educativos, em Sofala e na cidade da Beira», disse.

O Ministro destacou o facto de também ser possível dar continuidade ao projeto de reconstrução e reforço das capacidades do Hospital da Beira, bem como concretizar um projeto de reconstrução das infraestruturas de saúde na região de Dombe.

Haverá ainda um projeto para a reconstrução do setor agrícola em Sofala e em Cabo Delgado, acrescentou Santos Silva.

Cooperação contribui para a paz

Durante a sua intervenção no seminário anual sobre cooperação, cultura e língua do instituto Camões, o Ministro sublinhou a importância da cooperação para o desenvolvimento como instrumento para a paz, afirmando que «quem faz cooperação não faz a guerra, pelo contrário contribui para a paz».
 
O semanário sobre cooperação, cultura e língua, que decorre a 8 e 9 de Janeiro, destina-se a adidos, conselheiros e técnicos setoriais de cooperação para o desenvolvimento, coordenadores de projetos de cooperação bilateral e delegada, adidos e conselheiros culturais, responsáveis de cátedras, leitores e coordenadores de ensino de português no estrangeiro e adjuntos.

A reunião faz o balanço do ano anterior e apresenta as prioridades da política externa portuguesa em matéria de cooperação, cultura e língua para o ano seguinte.