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2021-04-28 às 11h24

Europa tem de aumentar a sua autonomia produtiva

Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, intervém na abertura da Conferência de Alto-Nível Nível «Guia de viagem a uma economia competitiva», Lisboa, 28 abril 2021 (Foto: PPUE)
O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou que «o nosso modelo de produção, de abastecimento, de distribuição de bens pode ser posto em causa por fatores fora do nosso controlo», sendo preciso, por isso, «fazer um mapeamento daquilo que são as nossas fragilidades e trabalhar articuladamente para assegurar que somos mais autónomos, mais resilientes».

O Ministro intervinha na abertura da Conferência de Alto-Nível «Guia de viagem a uma economia competitiva», organizada pela sua área de Governo e pela Agência para a Competitividade e Inovação, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, na qual participou também o Comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton.

Pedro Siza Vieira deu o exemplo da falta de equipamentos de proteção individual na Europa, no início da pandemia, ou o navio que esteve encalhado no Canal do Suez, para ilustrar «como é frágil toda a rede global em que se apoia a economia europeia».

«É por isso que, num mercado aberto, num mundo que queremos global e que continue a ter possibilidade de estimular trocas», «o problema da autonomia estratégica da Europa se torna tão crítico», disse.

Assim, a União Europeia tem de assegurar que as empresas europeias continuam a «manter o nível de produtividade e competitividade» que têm tido ao longo dos últimos anos, para garantir que os cidadãos da UE continuam a ter acesso aos bens de que necessitam», «mas isso exige mudança».

O Ministro destacou a necessidade de investir recursos públicos «na construção de bens mais inovadores» e no acompanhamento das empresas, para que saibam tirar partido das tecnologias digitais para aumentar a sua competitividade, no quadro do plano de recuperação europeu, que tem como objetivo uma economia mais resiliente, verde e digital. 

«A melhor forma de construirmos uma economia inovadora, com empresas robustas e competitivas internacionalmente é trabalhar numa lógica de cluster, ou, se quiserem, de ecossistema», afirmou.

O Comissário Therry Breton afirmou que os clusters aceleram a colaboração entre empresas, lembrando o papel importante que desempenharam na criação e produção de vacinas contra a Covid-19.