Saltar para conteúdo

Notícias

2020-02-26 às 17h52

Ensino superior tem papel importante para «atrair e fixar» pessoas no interior

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, com alunos do Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito do Governo Mais Próximo em Bragança, 26 fevereiro 2020 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, com alunos do Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito do Governo Mais Próximo em Bragança, 26 fevereiro 2020 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
O Primeiro-Ministro António Costa destacou a importância dos estabelecimentos do ensino superior fora dos centros urbanos para «atrair e fixar pessoas mais novas que ajudem à revitalização dos territórios» do interior, durante uma das iniciativas do Governo Mais Próximo no Distrito de Bragança.

Durante um debate com estudantes do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) - oriundos de 70 países - António Costa referiu que o Governo pretende que as pessoas fiquem em Portugal e se sintam felizes, «não só a estudar no IBP mas também a trabalhar em Bragança e em qualquer outro local».

O Governo pretende também atrair quadros qualificados, desde logo os estrangeiros formados em Portugal, para o que, no caso de alunos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ao ensino superior português, o Primeiro-Ministro afirmou que tenciona «diminuir a burocracia e as exigências relativamente às concessões de vistos».

António Costa acrescentou que a livre circulação de pessoas entre os países vai ser um dos pontos da agenda da próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a realizar em Luanda.

Incentivos para estudar no interior

Relativamente à criação de incentivos para jovens estudantes no interior, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que em breve vai ser lançado um programa de apoio a bolsas de residências, entre três e seis meses, para que os estudantes de todo o País «conheçam o interior e as terras mais afastadas do litoral».

Manuel Heitor referiu ainda o Programa Mais Superior que permitiu «não só manter como também aumentar, em cerca de 24%, o número de bolsas de apoio à frequência do ensino superior no interior». 

Para todo o ensino superior, «em 2015 eram cerca de 64 mil bolsas, hoje são cerca de 80 mil», disse.

50% jovens com 20 anos estão no ensino superior

Manuel Heitor destacou o facto de este ano, pela primeira vez, 50% dos jovens com 20 anos e residentes em Portugal estarem no ensino superior.

«Este é o trajeto que queremos continuar a fazer» e a experiência do IPB tem ajudado a encarar «com realismo e otimismo» que poderemos atingir «a meta de 6 em cada 10 jovens de 20 anos residentes em Portugal» estarem «a participar ativamente no ensino superior».

O mesmo acontece com o número de estudantes estrangeiros em Portugal que, nos últimos anos, aumentou 50%, sendo o IPB o símbolo da «internacionalização do nosso ensino superior».

Alojamento

Sobre o alojamento, o Ministro disse que esta é «uma condição perfeitamente crítica para reduzir os custos das famílias», acrescentando que «nos últimos anos Portugal tem disponibilizado cerca de 5 mil camas e temos um plano para, nos próximos quatro anos, disponibilizar mais 12 mil. 

Este ano já «disponibilizámos mais de novas 600 camas», num esforço conjunto de autarquias, instituições de ensino superior, instituições públicas e da Administração Central, que já contribuiu, para este fim, com 235 diferentes edifícios espalhados por todo o País.

Emprego científico

Relativamente ao emprego científico, Manuel Heitor destacou o facto de o regime português permitir contratos aos investigadores entre dois e seis anos - um pouco mais benéfico do que a média da União Europeia - e que a fase seguinte será o acesso às carreiras, dentro ou fora das instituições e empresas.

Paralelamente aos contratos para investigadores, o Governo alterou o regime legal do corpo docente, exigindo, quer no caso das universidades, quer no caso dos politécnicos, um aumento da capacitação do corpo docente para os próximos anos.

«Hoje estão abertos mais de 1200 concursos para as carreiras de docentes e de investigação», disse o Ministro, relembrando que a estratégia do Governo para a ciência é «formar mais, graduar mais, empregar melhor, mas também facilitar carreiras científicas».

A visita ao IPB incluiu a passagem pelo Centro de Investigação em Digitalização e Robótica e uma mostra de projetos de transferência tecnológica para empresas. 

Acompanharam o Primeiro-Ministro, o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, o Ministro do Planeamento, Nelson de Souza, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.