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Notícias

2020-05-27 às 15h51

Empresas devem preparar planos de investimento «para responder a procura acrescida»

O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou que as empresas devem começar a preparar os seus planos de investimento e a capacitarem-se «para responder a procura acrescida».

No encerramento da conferência online «Economia Loures 2020: Inovação e investimento na pós-pandemia», o Ministro sublinhou que o mercado «vai conhecer um movimento de crescimento do investimento público inédito nos últimos anos, que vai gerar um investimento privado também muito significativo, e em que as empresas vão precisar de sistemas tecnológicos e digitais e de bens de equipamento».

A entrada em vigor do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia e o fundo de reconstrução que a Europa preparou «permite a Portugal dispor de um volume adicional de recursos financeiros para gastar nos próximos dous ou três anos» que, «bem aplicados em investimentos reprodutivos e que possam melhorar a produtividade da economia e a competitividade das empresas, irão colocar Portugal num patamar diferente».

«É importante que o movimento de investimento se faça naquilo que Portugal mais precisa: apostar na qualificação das pessoas, na inovação do sistema produtivo e na capacidade de investir para aumentar o valor acrescentado dos produtos e das empresas», acrescentou.

Siza Vieira destacou que os recursos financeiros vão estar disponíveis para melhorar infraestruturas físicas e digitais, para requalificar as empresas na digitalização de processos e produtos, para apostar na educação dos portugueses e na qualificação dos centros de investigação, do sistema científico e tecnológico, e dos centros tecnológicos que apoiam a indústria nacional.

«Muitas das nossas empresas readaptaram toda a sua atividade produtiva para responder a necessidades que imediatamente surgiram num novo contexto. Passámos a produzir bens que nunca tínhamos produzido antes, como equipamentos de proteção individual altamente especializados e ventiladores invasivos, num esforço muito grande da nossa engenharia e da nossa medicina para responder rapidamente às novas necessidades. E fomos capazes de adaptar a resposta dos nossos serviços de saúde a todas estas novidades», disse.