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Notícias

2020-09-21 às 20h23

Economia de Defesa é uma oportunidade para as empresas nacionais

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, no encontro com empresários da região de Leiria, Leiria, 21 setembro 2020

A economia de Defesa é uma oportunidade que está a surgir no contexto europeu para as empresas nacionais que têm tecnologia de ponta, afirmou o Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

Durante um encontro com empresários da região de Leiria, sob o tema: «Economia de Defesa para o Futuro», João Gomes Cravinho disse que o Governo tem o duplo papel de «alertar para as transformações que estão em curso e dizer que há novas oportunidades que estão a surgir» e, também, «prestar atenção aos problemas, às barreiras de acesso que existem para a entrada nestes mercados extremamente complexos e difíceis».

Sobre a idD – Portugal Defense, o Ministro disse esta sociedade «tem um papel na criação do chamado ‘one stop shop’, na criação de um mecanismo de informação que permite às pequenas e médias empresas conhecerem as oportunidades e saberem como participar em concursos europeus, e a fazer o ‘matchmaking’, fazer de casamenteiros, quando as grandes empresas internacionais estão à procura de fornecedores nas diferentes áreas».

Recorde-se que a idD está a constituir uma base de dados sobre as potencialidades da indústria nacional para indicar as empresas que podem corresponder às necessidades do mercado.

«Temos uma indústria de defesa muito simpática, não produzimos bens letais, mas temos empresas que contribuem e fazem parte de cadeias de fornecimento na aviação e da própria proteção individual dos soldados», sublinhou o Ministro.

João Gomes Cravinho disse ainda que as empresas portuguesas «produzem produtos de vanguarda, com tecnologia de ponta, produtos que tipicamente ou a breve prazo têm duplo uso e podem ser usadas no mercado civil».

«Olhar para uma área onde a indústria é tecnologicamente muito evoluída, o emprego é muitíssimo qualificado e o produto é, na sua esmagadora maioria, para exportação é algo que merece a nossa atenção. Acreditamos que vale a pena apostar nas indústrias de defesa portuguesas», acrescentou.

O Ministro que, nos últimos três anos, a União Europeia ganhou noção da importância de trabalhar em projetos colaborativos, tendo sido criado um fundo europeu de sete mil milhões de euros dedicado às indústrias europeias de produção de defesa.

 

Indústria da Defesa representa cerca de 3% do PIB

 

«Não temos nenhum gigante português na área da Defesa. Temos, no entanto, um conjunto de empresas, um número que tem vindo a aumentar de ano para ano, e que têm um peso significativo no PIB nacional», disse ainda.

João Gomes Cravinho destacou a indústria dos moldes por se tratar de «uma área de enorme interesse para muitos produtos na área da defesa. É tecnologicamente muito evoluída e sabemos que nesta região [Leiria] temos empresas muito competitivas».

Para o Ministro é fundamental que estas empresas «tenham o apoio necessário para se inserirem nas cadeias de fornecimento internacionais, num quadro em que está a ser criado um mercado europeu para produtos de defesa».

João Gomes Cravinho disse que indústria de Defesa representa «praticamente 3% do PIB», acrescentando que «80% é para exportação»:

«Estamos a falar de uma área tecnologicamente evoluída, com gente muito qualificada que produz para exportação, ou seja, tem as mesmas características que queremos para recuperação do nosso País», destacou.

O Ministro afirmou também que a «instabilidade internacional está a levar a que países pelo mundo fora estejam a investir mais em defesa, portanto, há um aumento de procura e o objetivo é que as empresas portuguesas possam fazer parte da correspondente oferta».