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2020-09-07 às 16h12

«É essencial manter a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde»

Primeiro-Ministro António Costa antes da sessão de apresentação sobre a situação epidemiológica em Portugal, Porto 7 setembro 2020 (Foto: José Coelho/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que «é essencial manter a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde» para a evolução da pandemia de Covid-19.

No Porto, antes da sessão de apresentação sobre a situação epidemiológica em Portugal, o Primeiro-Ministro destacou que o Governo «está a robustecer o Serviço Nacional de Saúde» e que «mesmo nos piores momentos, o País nunca teve uma taxa de ocupação superior a 63% das camas de cuidados continuados».

António Costa sublinhou, porém, que Portugal está a aproximar-se de um «momento crucial» em que o risco de contágio vai aumentar devido ao regresso às atividades normais de muitos portugueses depois de um período de férias.

«Nesta fase é importante que possamos de novo proceder à audição dos especialistas, não só sobre a situação em que estamos, mas também perceber o que se está a passar na Europa, por que razão é que, mais cedo do que esperávamos, há um aumento significativo de casos, e o que todos devemos fazer para prevenir este risco que vai aumentar», acrescentou.

Cumprir cuidados básicos para evitar aumento exponencial

O Primeiro-Ministro reiterou, uma vez mais, a importância de cumprir os cuidados básicos de prevenção: usar máscara de proteção, lavar repetidamente as mãos, cumprir o afastamento físico e cumprir todas as regras que permitam diminuir os riscos de contágio.

«Se todos cumprirmos as regras, controlarmos o aumento exponencial, o que é fundamental para que não haja uma sobrecarga excessiva nos serviços de saúde e para que possam continuar a dar resposta às necessidades», acrescentou o Primeiro-Ministro em resposta a jornalistas.

António Costa disse ainda que o Governo vai tomar todas as medidas necessárias «mas que sejam suficientes» para controlar a evolução da pandemia. «Não deixar de fazer tudo o que é necessário fazer, mas não fazer desnecessário que seja uma perturbação excessiva das vidas das pessoas, das empresas, das instituições e das escolas», disse.

O Primeiro-Ministro afirmou a intenção de evitar a todo o custo as soluções levadas a cabo em março e abril que, se repetidas, serão insustentáveis do ponto de vista social e económico. «Não podemos voltar a parar todos. Sabemos o real custo no emprego, no rendimento das famílias e na vida das empresas de uma paralisação global da economia», reforçou.