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Notícias

2020-09-11 às 12h36

Duas novas empreitadas para construção do MetroBus do Mondego

Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na consignação das empreitadas do MetroBus do Mondego, Lousã, 11 setembro 2020
O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, presidiu à consignação das empreitadas do MetroBus do Mondego, entre Alto de São João e Serpins e da abertura do respetivo canal na Baixa de Coimbra, em cerimónias na Lousã e em Coimbra.

«O auto de consignação é o momento em que o Estado termina a sua parte, entrega a obra à empresa que por sua vez começa a obra. É importante e é por isso que aqui estamos, é o último momento em que o Estado está envolvido, mas a partir daqui vamos acompanhar, com a Infraestruturas de Portugal, a evolução das obras», disse o Ministro. 
 
«Se quisermos perceber porque é que ao longo dos anos tantos cidadãos se têm afastado dos seus representantes ou não têm sentido representados e se vão afastando de uma participação mais convicta na democracia, podemos olhar para este exemplo», disse Pedro Nuno Santos.
 
«Fazer justiça»
 
«Devo um pedido de desculpas em nome do Estado a um povo que não teve alternativa por sucessivos anos», afirmou, acrescentando que «justiça é o que hoje se faz, tarde, mas mais vale tarde do que nunca: justiça ao povo, trabalhadores, às pessoas que usam esta linha para fazer a sua vida».
 
Serpins-Alto de São João
 
A empreitada Serpins-Alto de São João, que deverá estar concluída até ao final de 2021, corresponde ao troço suburbano do Sistema de Mobilidade do Mondego, circulando os autocarros elétricos no canal do antigo ramal ferroviário entre Coimbra e a Lousã. O canal será adaptado para a circulação dos autocarros, incluindo a instalação de tabuleiros rodoviários nas pontes e viadutos.

Sistema de Mobilidade do Mondego consiste num sistema de autocarros elétricos a baterias que circulam num canal exclusivo no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra, com uma extensão total de 42 quilómetros, entre Serpins, Lousã, Miranda do Corvo, Coimbra e a estação ferroviária de Coimbra B, e servindo o eixo central da cidade entre a beira rio e a zona dos hospitais.

Troço suburbano

A assinatura do auto de consignação marca o início da obra de construção do troço suburbano do Sistema de Mobilidade do Mondego, com cerca de 30 quilómetros de extensão, entre Alto de São João, em Coimbra, e Serpins, na Lousã.

A obra foi adjudicada pelo valor de 23,7 milhões de euros e tem um prazo de execução de 15 meses, envolvendo a adequação de 30 quilómetros de canal rodoviário já existente, o alargamento e adaptação de 13 pontes e pontões e a adaptação de sete túneis ferroviários existentes.

O investimento global no Sistema de Mobilidade do Mondego é de cerca de 130 milhões de euros, sendo 85 milhões para a infraestrutura e o restante para os autocarros elétricos, o sistema de bilhética integrado com os outros modos de transporte e oficinas.

Este modelo permite ligações mais frequentes e mais diretas para um maior número de destinos na cidade de Coimbra – que passa a contar com duas linhas de atravessamento com serviço frequente e fiável – e fora dela, preservando o canal do ramal da Lousã para o serviço público de transporte de passageiros.

Pedro Nuno Santos referiu que «havia dúvidas sobre se a solução era melhor ou pior que a ferrovia. Queria dizer que vamos ter uma solução segura, confortável, dinâmica, mas, se o volume de passageiros justificar, não deixaremos de fazer um investimento mais pesado».